07/03/2012

Resumo de uma aspirante à Au Pair

Este está sendo meu primeiro post neste blog que adoro e estou muito feliz por poder contribuir e fazer parte dele!

Como estou na contagem regressiva para me tornar uma Au Pair, revolvi contar como foi minha caminhada para chegar até aqui...

Tudo começou em 2010, quando comecei a facul de comércio exterior e conheci minha amiga Cris. Ela me disse sobre esse negócio de ser Au Pair e eu comecei a pesquisar na internet. Adorei, porque era barato e eu conseguiria fazer, já que tinha todos os pré-requisitos, inclusive as experiências com crianças, por ser pedagoga e trabalhar com elas desde sempre! Quer dizer, todos não, quase todos, porque até então eu nunca tinha feito um curso de inglês na vida! Foi então que procurei uma teacher para ter aulas particulares. Naquele ano só uma vez por semana e como trabalhava o dia todo, estudava à noite e fazia pós aos sábados, nunca me dediquei a essas aulas e 9 meses depois, desisti delas. Em 2011, fui visitar as agências e de cara escolhi a Experimento, por oferecer um tipo de programa diferenciado para as meninas que tem pedagogia, o Au Pair Extraordinaire, que com ele o salário é um pouco maior, são U$250 por semana. Como minha pretensão seria ir ao final do ano, para dar tempo de terminar a facul e a pós, a agência sugeriu que me inscrevesse em julho. E em julho nós estávamos lá, eu e minha amiga Cris. Então, tudo começou de verdade, tomei as vacinas, fui ao médico, fiz exame de tórax, busquei referências, escrevi a carta, fiz o vídeo, preenchi todo aquele application com muito carinho, escolhi as 8 fotos a dedo e em agosto mesmo estava tudo pronto. Agora, era só entregar, fazer o teste de personalidade (CPI), fazer a entrevista em inglês, o teste de inglês (iTEP) e ficar Online! Só, simples assim. No meu caso, nem tanto, por ser tão básica no inglês... Foi então que começaram minhas barreiras e desafios. Não tinha $ para pagar aulas de inglês na época, tive que estudar por conta e consequentemente, adiar a entrevista e o teste. Como estudar sozinha não é fácil, fiquei muito focada nisso, pesquisava apenas sobre as perguntas que eram feitas na entrevista e no iTEP. Escrevi respostas para todas as possíveis perguntas que poderiam cair, traduzi, pedi para pessoas que me apoiavam me ajudar com as correções e pronúncias das palavras, ensaiei, decorei muita coisa. Enfim, foram 3 meses de preparação e medo de não passar e ter que adiar ainda mais o sonho de ser Au Pair. Agendei para novembro e fomos, eu e minha amiga Cris fazer essas coisas! A entrevista foi ótima, entendi tudo que ela perguntou e consegui responder seguramente. O iTEP, não entendi quase nada no listening, mas só de saber qual seria a resposta para cada tipo de diálogo, consegui responder alguns certos e no speaking, entendi as perguntas que me caíram e sabia as respostas para elas já que estava decorado. Depois de uma semana, recebi a notícia de que havia passado no iTEP como intermediária! (ah, minha amiga Cris também passou!) Em dezembro fiquei Online, mas só em janeiro me apareceu a primeira família. A host marcou de me ligar e aí... não adiantou ter feito possíveis perguntas que ela poderia me fazer e ficar em frente ao computador. Não entendi nada da conversa e perdi a família. Uma semana depois apareceu outra família e marcamos Skype dessa vez. Como havia amado a família, estava certa de que não poderia perder essa também e pedi ajuda ao meu ex-namorado, já que é fluente. Deu tudo certo com os Skypes, adorei as crianças, as 5, adorei a carta de apresentação da família, a casa, meu quarto, a cidade, os e-mails que os host me mandavam e resolvemos fazer o Match em janeiro mesmo! Daí, no outro dia, voltei a ter aulas particulares de inglês 3 vezes por semana até março. Marquei o visto para fevereiro e mais um desafio, ele foi negado. Nossa, fiquei muito triste, mas não desisti, marquei de novo para o fim do mês e pesquisei muito dessa vez, juntei muitos documentos, ensaiei minhas respostas em inglês e consegui, ele foi concedido na segunda tentativa! Depois vieram só alegrias e correria, PID, pagamentos, presentes, malas, conhecer as meninas que vão comigo... Só uma coisa me deixa triste, minha amiga Cris não está comigo nesta etapa, ela ainda está Online, escolhendo a família, mas tenho certeza que logo, logo aparecerá uma perfeita para ela! E uma coisa me deixa preocupada e com medo: O INGLÊS. Sei que não tenho o nível exigido para participar do programa, mas este é o meu maior objetivo, ser fluente e não vou desistir!

Bom, essa foi a minha trajetória! Segunda-feira, dia 12/03/12, embarco com mais 10 brasileiras para os Estados Unidos no treinamento da APIA. E dia 15, a família, ou parte dela, me buscará no hotel para começar meu ano como Au Pair! Vou morar em Briarcliff Manor, NY e cuidar de 5 kids com idades entre 4 e 13 anos!

Depois de tantos desafios, minha dica é: Lute pelo sonho, não desista!

Gisella

Blog pessoal: HTTP://gisellan.blogspot.com/

5 comentários:

Nane disse...

Noooossa!!! Isso sim eh lutar por algo que deseja!!!
Parabens :D amei :D

Carol Moi disse...

Gii nós vamos dominar o treinamentooo...shuashuas..
è isso aew tem que lutar pelo que quer...meu ingles tbm tá ruizinhoo, parei de fazer em dezembroo!!Mas acho que em 1 semaninha ele já dá as caras..aushuash..Boa sorte pra nós!

Cláu disse...

Gi, adorei o resumo da sua história. E é isso mesmo, nada de desistir! ;D
Depois volta aqui com um post contando tudo, direto dos sazunidos, heim!?
Boooa sorte no treinamento, na viagem e no inglês! Relaxa que esse probleminha do inglês acontece com muitas au pairs, é só chegando lá mesmo e com o tempo que o negócio anda! ;D booooa sorte! :***

Alice disse...

Oiii Giii,q legal ver vc postando aqui. Adoro esse blog!
Beeijos e sucesso

Julinha disse...

Meninaaa, super amei seu post, deu maior inspiração... nessa saga de ser au pair só deus sabe as dificuldades inimagináveis que aparecem! Parabéééns!