02/02/2012

Recordando : Da decisão ao match!

Olá pessoas! Pra quem ainda não sabe, eu sou a Carol, tenho 26 anos e bla bla bla... eu já me apresentei aqui. Hoje eu vim contar pra vocês como foi que eu decidi ser au pair (e isso já faz um tempo, pois eu já fui e já voltei)

Enfim, vamos lá.
Eu decidi ser au pair em março de 2008, quando fui a uma feira de estudantes na Bienal do Ibirapuera, juntamente com a minha amigonagonagonagonagona Aline (que tb foi au pair). Nós queríamos estudar nos EUA, e então decidimos correr atrás de cursos (o que queríamos desde 2007). Aí nós achamos o stand da Cultural Care, que foi nosso empurrão inicial.
Decidido. Iríamos ser au pairs.

Depois de muuuuuuuuuito pesquisar e assuntar sobre, fui falar com a minha mãe. Passei acho que umas 2 horas explicando pra ela o que era o programa, quanto iria gastar (nessa hora aproveitei pra pontuar BEM as vantagens do programa - que é mais barato, que eu ia ter meu dinheiro e bla bla bla) e até convencer a bichinha bote aí umas duas semanas.

Acabei dando entrada no meu processo só em julho de 2008, porque eu ainda não tinha a CNH (vergonhaaaa, com 23 anos e nem sabia dirigir HAHAHA). Aí enquanto tirava a CNH também fui tirando meu passaporte. Passaporte e CNH em mãos, dei entrada no meu processo.
Optei pela agência Experimento, pois uma amiga da minha mãe trabalhava lá e me ajudou MUIIITO no meu processo. Tanto que eu não tinha uma agência específica, meu processo foi feito pelo Head Office da Experimento, que fica no Itaim Bibi, em São Paulo.

E lá vamos nós atrás da papelada toda... pras minhas referências pessoais, escolhi duas amigas da minha mãe, que me conhecem desde piquitinha. E nossa, elas SUPER encheram minha bola, né? HAHAHA
Meu primeiro "emprego" na vida foi justamente o de babá, quando eu tinha 14 anos. E eu também cuidava das crianças lá na igreja que minha mãe frequentava. Sei que, ao fazer todas as contas de horas trabalhadas, elas somaram um total de 4.500 (e eu incluí os acampamentos infantis nos quais trabalhei também.). Eu super feliz, achando que NOSSA, isso vai me ajudar pra caramba! HAHAHA coitada de mim (e vcs vão entender mais lá na frente)
O médico que preencheu meu medical report foi o meu pediatra. Eu me consultei com ele até os 12 anos de idade, então ngm me conhecia melhor do que ele. Ele fez tudo bonitinho, colocou toda a minha vida no papel (inclusive que quando eu tive chicken pox eu achei que ia morrer de tanto que coçava HAHAHA).

Com todo o meu application prontinho (com fotos e tudo o que deve ter), fui pro Head Office toda feliz e entreguei meu app. Fiz o teste de inglês e o psicológico, fui aprovada em todos (meu teste de inglês deu intermediário/avançado - e eu nem sabia falar inglês direito HAHA). Enquanto esperava pra ficar online, fui fazendo aulas de conversação particulares, e nossa, foi MUITO BOM pra mim, recomendo a todos!
Eu sei que eu demorei +/- UM MÊS pra ficar online. A minha agonia já tava aflorando nos poros, e eu sou uma pessoa GIGANTE, sabe (tenho 1,56 de altura), então vcs podem imaginar como é uma gigantona baixinha nervosa. Pra piorar, sou geminiana. (aproveito pra agradecer a TODOS que me aguentaram nesse período, nervosíssima e sem nem ao menos saberem o motivo)
Quando eu fiquei online... NOSSA, PARECIA QUE TINHA GANHO UM OSCAR! HAHAHAHA minha vontade era sair falando pra todo mundo... só que eu não disse pra NINGUÉM que eu ia (porque quando eu tinha ensaiado de fazer um intercâmbio pra Austrália eu saí abrindo a boca pra todo mundo e num deu certo. Aí decidi que num ia contar a ngm sobre meu processo de au pair). Quem sabia era minha mãe, minhas irmãs e minha melhor amiga.

Então lá estava eu, linda e online... fiquei uma semana... duas... três... e nada de famílias entrando em contato comigo.
Eu ficava no computador o dia inteiro, dava f5 na página do hotmail de 5 em 5 minutos... Até que uma família viu meu app. Eles eram de Clyde Hill, no estado de Washington. Tinham 2 filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 6. Mas até então, eles só tinham entrado no meu app.
Aí a host mom me mandou e-mail... e eu respondi na mesma hora que li. Ela respondeu de volta, perguntando TUDO sobre mim. Aí ficamos trocando e-mail uns 3 dias, e ela disse que ia me ligar. Só que ela ia me ligar no domingo á noite, e eu tinha uma apresentação de dança BEM NA HORA QUE ELA DISSE QUE IA LIGAR. Mas eu tava tão feliz que nem lembrei desse detalhe, só lembrei umas 2 horas depois que respondi o e-mail. Enfim.
Pra minha sorte, ela ligou uns 10 minutos depois do que ela disse que ia ligar. Eu tinha acabado de dançar. Aí meu celular tocou, tava a maior barulheira do cão, eu me tranquei no banheiro pra falar com ela HAHAHA. Enfim, eu lá falando em inglês no banheiro e todo mundo que entrava ficava olhando pra minha cara tipo: sua doida, o que vc tá fazendo sentada aí na pia falando inglês no telefone?, e eu DORMINDO DEBAIXO DA PIA de tanta preocupação ¬ ____¬  hahaha
Nós nos falamos por 35 minutos, eu falei até com as crianças naquele dia, e fiquei ainda mais apaixonada do que já estava pelas kids. (pra quem tá se perguntando aí :  Na minha época num tinha skype não! Deveria até existir, mas aqui ninguém nem sabia o que era isso NA VIDA. Pelo menos não as pessoas que eu conversei em 2008)
E então ela disse que ia conversar com o marido, e que em 3 dias eles iam me ligar de novo.
Eu passei os 3 dias mais longos da minha vida todaaa esperando a ligação... QUE NUNCA veio. Passou uma semana, e nada de eles ligarem.

Aí uma família de Chicago me mandou e-mail, eu respondi no mesmo dia, e no dia seguinte a mãe me ligou. Falamos por 45 minutos no telefone, foi tudo LINDO, a mãe parecia um amor... depois que ela desligou, passou-se duas horas e ela disse que queria fechar comigo. Só que eu não queria fechar... as crianças eram lindas, o lugar era perfeito, a mãe parecia ser linda e fofa, o pai quase não ficava em casa (viajava muito por causa do trabalho), tudo muito bom.. a não ser pelo fato de quem eram 4 crianças, a mãe tava esperando o quinto, eu ia trabalhar 45 horas semanais, e qdo ela precisasse de mim ela me pagaria extra, eu NÃO ia ter carro e tinha horário pra chegar em casa. Aí acabei dizendo que já estava fechando com outra família, mas que desejava a ela toda a sorte do mundo e bla bla bla.

A terceira família que entrou em contato comigo, duas semanas depois, era de Ohio. Eles eram perfeitos, duas meninas lindas, eu ia ter um apartamento à parte, o carro só pra mim, não tinha horário pra chegar e bla bla bla... só que aí a host mom cometeu um pequeno erro : ela disse que estava concerned about ter uma au pair brasileira, pq brasileiro nos EUA só quer ir pra festa, zuar e beber, e ela tinha medo de isso refletir no meu trabalho. Fiquei MUITO puta, disse a ela que ela num podia generalizar dessa maneira, e que ela desse mais uma olhada no meu app, e lesse direito as minhas referências pessoais (onde dizia CLARAMENTE que eu não bebo - não na frente dos patrões ou da minha mãe HAHAHAHA) e mais outras coisas que não me lembro agora. Aí ela respondeu pedindo desculpas, e perguntou se eu não queria ser a au pair deles... aí eu : WTF? A mulher nem falou cmg pelo telefone, nem nada e já quer fechar assim? Vá pra merda! HAHAHAHA mas eu só respondi com um simples NO.
Só isso, só coloquei NO no e-mail, e nunca mais falei com essa mulher.(e pra quem tá aí se perguntando :  essa história de que se vc falar não pra uma family eles te queimam na agência é tudo mentira. Pelo menos comigo não aconteceu nada)

Já tinham se passado quase 2 meses que a primeira família tinha entrado em contato comigo, e mais nenhuma família entrou no meu app... tive que mudar a minha data de embarque pq não tinha nenhuma família entrando em contato comigo, e aí minha orientadora disse que podia ser por causa das minhas horas, que as famílias podiam pensar que era mentira eu ter tudo aquilo de horas trabalhadas, e perguntou se eu num queria mudar no meu app e diminuir as horas. Eu disse que num ia mudar nada, que tudo o que tava ali era verdade, e que a família que fosse ser a minha iria entender isso e não ia achar que era mentira.

Eu queria embarcar em novembro, antes do dia 15... já estava no dia 20 e eu ainda num tinha um match. Eu lembro de chorar toda noite e quase desistir do meu processo. Lembro que eu estava quase convencida de que au pair não era pra mim, e que meu sonho de conhecer os EUA nunca ia se realizar...

Até que no dia 24 de novembro, quando eu acordei (sem vontade nenhuma de levantar da cama) senti que devia olhar meu e-mail (o que também era uma coisa que eu nem tava mais fazendo com tanta frequência)... e eu olhei. E lá tinha um e-mail da primeira família. Ela estava pedindo perdão por ter ficado tanto tempo sem responder, e explicou que a ausência foi um problema na família (que eu acho melhor não dizer, afinal, é coisa pessoal deles).. foi uma fofa, e no fim acabou o e-mail dizendo que seria uma honra pra eles me terem como au pair, se eu ainda quisesse ser a au pair deles. Eu fiquei tão feliz, mas tão feliz... eram as crianças pelas quais eu tinha me apaixonado, a cidade pela qual eu tinha me apaixonado (é, eu já tinha pesquisado TUDO sobre Clyde Hill, descobri que era vizinha a Seattle) e eu sabia que eu tinha que dizer SIM, porque algo lá dentro de mim dizia isso. E eu respondi pra ela que sim, que eu queria ser a au pair deles. 20 minutos depois de eu ter respondido o e-mail, ela me ligou e disse que estava muito feliz, e que ia ligar pra agência na mesma hora pra fechar nosso match.
Acertamos que eu embarcaria em janeiro. Ela queria que eu fosse no dia 07, mas só tinha embarque disponível pro dia 12. E aí ficou acertado que dia 11 eu embarcaria.

Aí comecei o processo do visto... QUE VAI FICAR PRO PRÓXIMO POST PQ ESSE JÁ TÁ ENORME HAHAHAHAHA


Enfim... meninas que estão iniciando o processo, ou estão esperando pra ficar online, ou estão esperando o tão sonhado I DO (sim, pq esperar pra falar sim pra uma family é quase a mesma coisa do que esperar ser pedida em casamento SHUAHSUHSUA) , só quero dizer a vocês que, não importa quão difícil pareça ter um match, não importa quantos obstáculos vocês tenham que enfrentar pra chegar nos EUA, o importante é CHEGAR LÁ! Não desistam diante da primeira dificuldade, como eu quase fiz. Eu sei o QUANTO é difícil esperar, o quanto é difícil ver todo mundo tendo um match e você não, e o quanto vocês querem logo ir, afinal, eu já passei por tudo isso. Confiem em Deus, vivam seus últimos momentos aqui no Brasil, porque uma coisa é certeza : vocês vão CHEGAR LÁ! Vocês já chegaram até aqui... se não fosse pra vocês irem, nem teriam iniciado o processo, podem ter certeza! Confiem e esperem! E se precisarem de ombro pra desabafar, o meu está aqui!

Sorte, força e fé para todas!

xoxo

Carol Ferreira

2 comentários:

Bárbara Lua disse...

Poxa, que saga, Carolina! Mas, por mais que a gente quase morra de ansiedade, o negócio é deixar na mão de Deus mesmo, né? :)
Estou há 6 dias on e estou quase pirando por ainda não ter família (sei, sei, é um exagero), mas estou ao mesmo tempo deixando na mão de Deus, pois ele fará o que for melhor pra mim!

Beijooooooos

Talita de Souza Sobral disse...

Ow Carol!
Como foi bom ler tuas palavras principalmente o final me deu uma força que eu não sei nem de onde veio, tem horas que bate um tremendo desenimo e coisas assim nós fazem tão BEM!
Quero conhcer o resto da saga,
E tá na hora de marcarmos um novo meeting! =D
Beijos