10/03/2017

COMO APRENDER INGLÊS SOZINHO


Hey Folks Tudo bem?

Hoje vou falar sobre um assunto que deixa muita gente preocupada: O INGLÊS! 


Ainda mais no processo do intercambio o qual PRECISAMOS ter, pelo menos, o nível intermediário e passar por testes da agencia.

Eu vivi um drama, pois a primeira vez que morei nos EUA (em 2014), não sabia NA-DA de inglês! Sério na-di-nha... Sempre estudei em escola Pública e nunca fiz curso de inglês (até porque odiava estudar inglês – sempre gostei mais de espanhol “Hola ¿Qué tal?”). Eu vim para os EUA justamente para aprender inglês. E aprendi! Em 6 meses! Mas foi com muiiiiiita dedicação (e muiiiita mímica também haha).

Eu sei que não é todo mundo que tem a oportunidade de estudar inglês fora do País ou até mesmo fazer um curso de inglês no Brasil (que além de longo é caro!), então eu pensei em deixar aqui para vocês algumas dicas de como aprender inglês sozinho que me ajudaram e que se eu soubesse antes não teria “sofrido” tanto para aprender outro idioma.

DICA 1 – SE FAMILIARIZE COM O IDIOMA

Mude o seu computador, celular e outros eletrônicos para o idioma inglês. Muita gente quer aprender inglês e não faz o MÍNIMO para isso acontecer... a primeira coisa que fiz foi mudar o idioma dos meus eletrônicos para o inglês. Faça o mesmo com suas redes sociais (Facebook, Instagram etc) desta forma ficará mais familiarizado com o idioma e será mais uma maneira de desenvolver alguma imersão neste conteúdo. Outra dica bem bacana e usar o GPS do carro em Inglês também, o que vai ajudar a entender as direções em inglês mais rapidamente.

DICA 2 – APRENDA COMO UM BEBÊ

Como assim? Eu explico: Você já viu um bebê aprendendo gramática? Onde fica o sujeito na frase, lista de verbos, pontuação etc.? Não? Nem eu! A criança aprende a falar ouvindo, naturalmente (por isso a importância de sempre estar exposto ao idioma). Não fique focando suas energias em traduzir o que foi dito e sim em entender o contexto! Eu moro nos EUA faz 2 anos, falo somente em inglês e continuo sem saber 100% do significado das palavras; meu foco é sempre no contexto da frase e desta forma eu entendo o que está sendo dito e agrego sempre novas palavras ao meu vocabulário.

DICA 3 – ASSISTA FILMES, LEIA E OUÇA MUSICAS EM INGLÊS

Bem clichê, mas bem real. Seguindo a dica acima você tem de se familiarizar com o idioma e como você não mora em um País onde a língua oficial é o inglês nada melhor que utilizar-se de filmes e músicas em inglês para ficar habituado ao idioma. No caso das músicas; escolha uma música que você goste em inglês, procure a tradução e cante junto para aprender inclusive a pronúncia. Depois de um tempo você começa a entender o significado das palavras e vai se habituando ao idioma. Quando você começar a entender as músicas mais facilmente tente ouvir podcasts em Inglês. No começo você não entende NA-DA mas com o tempo as coisas começam a fluir...
O mesmo com os filmes e seriados: assista-os em inglês com legenda e depois, veja o mesmo filme sem legenda e tente entender. Serio! Eu acho que não tem coisa melhor que os filmes pois neste caso você pode visualizar inclusive o contexto envolvido e ter uma melhor compreensão.
Para desenvolver a leitura em inglês você pode escolher um tema que você goste (pode ser beleza, decoração, viagens etc.) e ler blogs em inglês. Além de encontrar conteúdos legais você ainda estuda!

DICA 4 – PRATIQUE!

Existem muitas formas de praticar o idioma, desde comunidades no WhatsApp, vídeos no Youtube, sites que possuem conversação entre nativos americanos e pessoas de outros países, Apps como o duolingo e até mesmo clubes de conversação em inglês em livrarias e outros locais que facilmente você encontra na internet e tudo free! Outra dica que recebi de um amigo do Cazaquistão (valeu Gani!) era de que ele não tinha com quem praticar então ele falava sozinho mesmo! Haha “como assim? Vão me chamar de louco! Calma vou explicar: você pode ir descrevendo o que está fazendo (ou o que vai fazer) em inglês (pode ser mentalmente também) e vai formando frases em inglês, exemplo: “Now I will wash dishes and then I will study english”. Viu só, não tem desculpa! E se te chamarem de louco, pelo menos será um louco bilíngue haha.

DICA 5 – ESTUDE!

Serio! Não existe pílula mágica para você aprender inglês o que fará você melhorar com relação ao idioma (e em tudo na vida) é a pratica constante. Faça um roteiro de estudo semanal e esteja em contato com o inglês DIARIAMENTE! Escolha assuntos que gosta, filmes, seriados, músicas, blogs, vídeos no Youtube, podcasts, comente em blogs em inglês assim você aprende muito mais rápido pois são assuntos que você tem interesse.

Agora não tem desculpa! É praticar, praticar, praticar ... e logo, logo você vai estar cantando todas as músicas da Beyonce ;)
-LET'S DO THIS!


Espero ter ajudado, se tiver alguma dúvida deixe uma mensagem nos comentários que vou responder com muito carinho.

Um beijo e até a próxima,

Com amor,


Bruna Gonçalves.

07/10/2016

O que esperar do Au Pair Program


Todo projeto que se inicia na nossa vida traz uma carga de objetivos e expectativas. Algumas vezes estes permanecem inalterados - ou quase - até o final daquela experiência. Mas na maior parte das vezes eles sofrem modificações, adaptações, mudam de direção, melhoram, pioram, morrem, renascem... O fato é que nunca temos controle de tudo que acontece à nossa volta e ter o coração aberto para entender e saber lidar com isso é uma grande lição que tiramos da vida.

Dois meses e meio foi o tempo que eu levei pra perceber que de todas as expectativas que eu tinha em relação ao Au Pair Program, a mais relevante é uma que eu não considerei quando ponderei os meus prós e contras para entrar nesse intercâmbio. 

Assim como muita gente eu optei por participar desse programa no intuito de melhorar o meu inglês, de dar um up no meu curriculo, de me afastar por um tempo da rotina que estava me engolindo viva, de tentar algum tipo de recomeço. (Claro que a gente aprende a amar nossas crianças, mas não é por elas que a gente vem, a gente vem por nós mesmos.) 

E foi tendo uma conversa comigo mesma um dia desses enquanto olhava essa natureza mixada com cidade e com cor de amor que é Seattle que eu me deparei com a maior verdade desse intercâmbio: a maior riqueza que ganhamos aqui é o amplo e impagável auto-conhecimento. Difícil explicar porque é um conceito super abstrato. Mas o bem mais precioso de um indivíduo é ele saber quem é ele mesmo, saber o que é importante pra ele, o que o deixa feliz de verdade, saber quem são as pessoas essenciais na vida dele e quem não é, saber qual é o papel dele nesse mundo, saber respeitar os próprios gostos e conhecer os próprios limites. A gente perde muito tempo elaborando ideias para carreiras e conquistas e relacionamentos de modo geral, e isso tudo faz parte, mas quando a gente se conhece direito, conhece a nossa essência, tudo isso vai no lugar de maneira super natural.

Acredito que todo intercâmbio proporcione desafios e crescimento, mas olha, vamos dar valor aqui para o programa de Au Pair, porque só quem é ou já foi sabe a quantidade de gigantes que se mata por dia. E é entre um gigante e outro que a gente aprende a se virar, aprende a planejar direito os lugares que quer conhecer durante uma trip de fds, aprende a lidar com as crianças gritando, com elas doentes, com elas cuspindo comida. Aprende a engolir desaforo, a não ter vergonha de pedir informação em inglês mesmo trocando as palavras. Aprende a ser cordial com quem não merece e aprende a impôr respeito quando é necessário. Aprende a lidar com a solidão - não importa quantos amigos você faça, às vezes a solidão simplesmente faz parte - aprende a tirar proveito do seu próprio espaço e do seu próprio tempo sozinho, aprende a se cuidar melhor já que não terá ninguém insistindo pra você tomar um remédio quando estiver doente, aprende a limpar, organizar, arrumar sim, porque agora é você quem não quer viver em um espaço sujo. Aprende a ser responsável por si mesmo, pelas próprias escolhas e passa a gostar disso.


Esse não é um post de auto-ajuda nem nada do tipo, é apenas uma reflexão compartilhada sobre como o intercâmbio pode - e muito provavelmente vai - mudar a sua vida de forma definitiva. A boa notícia é que vai mudar pra melhor.

Se você está em dúvida sobre fazer ou não intercâmbio a minha dica é: segue o seu coração. Eu diria um sonoro "vem!" mas acredito que cada um tenha um momento e um preparo psicológico para viver algo. Mas se seu coração diz "vai" e o que te prende é medo, venha. Esse mundo já está cheio de gente medrosa perdendo chances e mais chances. O seu maior sinal é o interesse que te fez ler esse post até aqui. Muito mais do que uma boa lembrança na memória, você será uma uma nova versão maravilhosa de você mesmo.

Foco, coragem e uma viagem incrível para você!


Roberta Izzo

11/07/2016

CHEGUEI NOS ESTADOS UNIDOS: E O INGLÊS?



Oi gente! Como prometido, esse post será sobre o inglês nos meus primeiros dias aqui. Daqui 10 dias completo dois meses nos US. Como passou rápido! Bom, confesso que já cheguei aqui com um inglês bom, sabia mais que o básico e nos skypes com minha host family, eles sempre disseram: "seu inglês é muito bom!". Entender inglês é fácil pra mim, o problema é falar mesmo hahaha. A ex-au pair da minha família me contou que quando ela chegou aqui, com o inglês básicão, foi bem difícil e ela tinha que se comunicar com a família pelo google tradutor no começo. Eu não tive esse problema, mas fiquei feliz com o relato dela pois deu pra ver que a família seria bem paciente quanto a isso.


Mas vamos começar desde o começo... Onde temos nosso primeiro contato com o inglês quando chegamos aqui? No aeroporto. Na imigração. Pra gente que vem com visto de au pair, muito fácil! Não tive nem que abrir a boca, apenas entreguei meu passaporte e só, já estava liberada. Mas algumas meninas que estavam comigo tiveram que responder algumas perguntas, como: pra onde você vai? Au pair? Bem básico. Depois disso, pegamos as malas e um representante da agência nos esperava na saída do aeroporto.



É no primeiro dia de treinamento que você vai ter o primeiro baque e achar que realmente não sabe nada de inglês. Não se desespere. O treinamento é bem intenso e os representantes da agência falam o dia todo, no segundo/ terceiro dia você já vai estar acostumado com o jeito de falar delas e já vai conseguir entender a maioria das coisas por associação. No treinamento elas usam um vocabulário que faz parte da nossa rotina como au pair, então fica bem mais fácil de compreender (mas confesso que é bem cansativo estar atento a todo momento e ficar traduzindo mentalmente tudo o que é passado).



Ok, treinamento encerrado. Partiu host family. No caminho até o local que minha host mother ia me buscar fui me "cagando", literalmente. E o medo de não entender nada? E o medo de falar tudo errado? O que a gente iria conversar nas duas horas de viagem de carro? Eu teria inglês pra isso? Tantas perguntas e ansiedade a toa. Foi super tranquilo, eles falam devagar, repetem quando você não entende e o inglês (pra mim que já tinha bagagem) saiu naturalmente. Quase chegando na casa outro medo: e o ingles do host father? E o das crianças? Meu Deus!! Ai realmente o negócio pegou hahaha. Meu host father fala bem rápido e tem um sotaque bem puxado. E as crianças? Bem, se já é difícil entender crianças falando português, imagina em inglês. Mas o processo de entendimento será o mesmo do treinamento, você vai se acostumar com o tempo. Agora com quase dois meses, consigo entender praticamente tudo o que a família inteira fala. Mas é aquilo que já disse ali em cima, entender é uma coisa... Falar. E outra coisa que você vai notar é que você vai se acostumar com o inglês da sua host Family, pela convivência... mas quando você tiver que fazer algo específico, como conta no banco, ainda será difícil pra você.




Ainda não comecei nenhum curso de inglês. É verão aqui nos Estados Unidos e na minha cidade todos os cursos só voltam depois do verão. Depois posso fazer um post falando sobre como é o curso de ESL aqui (aquele gratuito e que ensina o básico/ intermediário), eu devo começar ele lá pra setembro/ outubro. Então, por enquanto, não estou estudando (eu deveria estar, mesmo em casa). Ai você acha que ainda tem muito tempo pra aprender o idioma, mas confesso que você vai se sentir um pouco desesperado quando se pegar quase no segundo mês (como eu) e notar que seu inglês ainda não é tão bom assim. Já tira da cabeça que você vai ficar fluente em poucos meses. Mesmo aqui, você tem que se esforçar, estudar e sempre estar em busca de aprender mais. Você não vai se tornar fluente num idioma apenas por estar aqui e morar com americanos. Eles te entendem? Sim! Mas isso não significa que você é fluente, na maioria das vezes falamos muita coisa errada. Eu sou a prova viva disso! Falo muita coisa errada, mas eles entendem. Do mesmo jeito que entendemos pessoas que falam português errado.

Bom, é isso. Quem quiser acompanhar minha rotina me segue no SNAPCHAT e INSTAGRAM: apaulascunha. 

Beijos!

07/07/2016

Manual do aprendizado de inglês – ou outros idiomas

Este é meu último post antes do tão esperado embarque. Nunca estive tão ansiosa e sensível na vida, mas a sensação é ótima. Nesses dias que antecedem a viagem decidi que seria bacana dar uma última caprichada no meu inglês para tentar não fazer feio (ou não tão feio) quando estiver nos EUA. Então hoje eu trouxe algumas dicas simples e eficientes para dar uma turbinada no seu aprendizado, independentemente da sua etapa do processo e do seu nível de conhecimento acredito que todas as dicas serão úteis!

1. A primeira dica é literalmente o começo do começo. Tenha em mente que falar um novo idioma é muito mais do que conhecer o vocabulário. É você entender e saber usar a estrutura da língua, a forma como ela se desenvolve, a forma como as palavras soam juntas. Cada idioma tem sua peculiaridade, é importante começar a treinar nosso cérebro para identificar as palavras ou expressões chaves e ir entendendo o contexto do que está sendo dito. O maior start para isso é o bom e velho verbo to be. É como a vogal “A” no nosso jogo de forca, sabe? Ele aparece quase sempre. Quando você entende as principais conjugações com to be, já está meio caminho andado para falar e entender inglês.

2. A segunda etapa é começar a explorar o vocabulário básico do idioma, as palavras mais comuns do dia-a-dia, desde aquelas que a gente aprende nos primeiros anos de escola até aquelas mais compridas um pouquinho, mas que a gente normalmente usa em uma conversa. Legal ter em mente que o inglês é apenas outro idioma e que a maior parte das coisas ditas segue uma linha de raciocínio igual a que estamos acostumados em português. Algumas coisas são diferentes, os costumes locais influenciam muito na forma como as pessoas pensam, mas isso não é motivo para atrapalhar significativamente o nosso aprendizado. Foque nesse momento em substantivos, porque eles têm uma definição mais específica, uma tradução mais simples.

3. Procure descobrir o correspondente em inglês dos nomes das coisas que você encontra no seu caminho. Seja curioso, quando a gente procura o significado de uma palavra motivado por curiosidade a nossa capacidade de gravar na mente é altíssima. Olhe em volta, passe a ser atento aos nomes das coisas em português e tenha um aplicativo de tradução no celular. Existem vários tipos de app ótimos, eu sugiro que baixem um que não precise de internet para funcionar, porque aí você não terá desculpa, mesmo na rua ou quando estiver sem wifi e 3G poderá usar e também um que tenha áudio para você ouvir as pronúncias das palavras que pesquisar. Então, se passar por um poste, se pergunte como se diz “poste” em inglês, pesquise e pronto, todas as vezes que passar na rua e vir um poste seu cérebro vai associar a imagem à palavra em inglês e aos poucos você vai tornando todas as coisas que te cercam bilíngues.

4. Traga o inglês para a sua rotina diária. Mais eficaz do que horas sentado diante de um livro é procurar pensar em inglês durante todo o seu dia. Levantando da cama, arrumando o quarto, escovando os dentes, almoçando... Isso expande vários setores de vocabulário, vários temas, itens de quarto, de cozinha, nomes de alimentos, de higiene pessoal, e por aí vai.

5. Outra coisa importante é dizer em voz alta todas as frases ou palavras e tentar formular as frases mais completas e longas que conseguir. Lembra o que disse sobre vocabulário não ser tudo no aprendizado de um idioma? Preposições, conjunções, pronomes, entre outros são super importantes para compor a estrutura da língua. Invista pesquisa e estudo neles e garanto que vai aprender tudo muito mais rápido.

6. Faça um caderninho de anotações. Eu sei que pode parecer inútil nessa era digital, você já tem app no celular e tudo mais. Mas o nosso cérebro memoriza muito bem aquilo que nós escrevemos. Quando temos o trabalho de pensar em como certa palavra é escrita, quais são as letras, escrever pensando em como ela é pronunciada, sempre que batermos os olhos naquela palavra imediatamente relacionamos ao momento em que a escrevemos, ela se torna familiar para nós, então nós a aprendemos de forma definitiva. Providencie uma caderneta pequena que possa te acompanhar na bolsa e registre as palavras mais legais ou mais difíceis que você aprender. As escreva mais de uma vez! Isso ajuda demais na memorização. Escreva a palavra e o significado dela em português. Conforme se sentir mais confortável com o idioma, escreva o significado dela em inglês.

7. Pare de traduzir. Pois é, parece uma dica boba ou impossível, mas ela é essencial. Pare com a tradução compulsiva. Você não precisa saber a tradução de todas as palavras em português para entender o significado real delas. Muitas vezes é melhor inclusive não saber, porque você para de limitar o seu conhecimento referente a ela. As palavras em geral são muito flexíveis, elas são usadas em contextos diversos e nem sempre vão fazer sentido se a gente ficar preso à sua tradução livre. Outra questão é que se há uma palavra que você não conhece ainda em uma frase mas o restante da frase você já conhece, muito provavelmente você entenderá a mensagem toda só pelo contexto.

8. Outra dica que todo mundo já sabe, mas que merece estar aqui porque ajuda muito, é assistir séries, filmes, canais no YouTube, ouvir músicas e ler livros em inglês. Nos primeiros minutos parece absurdo, parece que não vamos chegar a lugar algum, mas depois nosso ouvido acostuma, é como acontece com os bebês, eles não entendem nada, não entendem nada, até que de tanto ouvir e observar passam a entender! Ah, e eles não tem legendas para ajudar... Então já sabe, né? Nada de legendas, você consegue!

9. Pesquise matérias, filmes e conteúdos com temas que não sejam muito complexos, não é momento de vocabulário de medicina ou de escritório, o bacana agora é praticar assuntos do dia-a-dia mesmo e que sejam da realidade de au pair. Assuntos relacionados à crianças, seu desenvolvimento, suas atividades, interesses, etc. Você terá várias conversas com a sua host Family sobre isso, então é legal praticar e anotar o máximo possível de expressões relacionadas.

10. Para concluir, não se esqueça do seu português! Quanto melhor você for no seu idioma nativo, melhor você será no aprendizado de qualquer outro. Quanto maior for o seu vocabulário em português, maior será em inglês também. Seja atento à gramática da sua língua, você está imersa nela, sempre será a sua primeira língua, você será uma pessoa muito mais esclarecida, mais ampla e respeitada onde quer que vá. A pessoa que fala dois ou mais idiomas é uma pessoa diferente, ela tem outra visão de mundo, tem outra concepção de cultura, de valores. Mas a pessoa que respeita a própria língua e a própria cultura com certeza é alguém especial em tudo que fizer e em todo lugar do mundo onde estiver.



Eu ainda não sou fluente em inglês – óbvio – mas tudo que aprendi foi dessa maneira e a cada dia tenho aperfeiçoado mais. Eu aprendi francês também da mesma forma e espero muito que essas dicas sejam úteis para você!

Mês que vem estarei de volta direto de Seattle, até lá!

Foco, coragem e uma viagem incrível para você!

Roberta Izzo

06/07/2016

Vivendo em NYC com uma família Holandesa

Oi oi, gente! 

No meu último post aqui no WallPair, contei um pouquinho sobre como vim parar em NYC.  Hoje, estou aqui pra contar sobre como é viver na cidade dos meus sonhos com uma host family holandesa. 

Grand Army Plaza - Brooklyn

Uma das minhas grandes preocupações sobre minha host family, antes de eu chegar aqui, era a comunicação. Afinal, um dos objetivos principais para minha decisão de fazer esse tipo de intercambio, era o contato com a língua inglesa. 
No application deles a informação era a de que eles falavam em holandês (Dutch) dentro de casa, mas eram todos fluentes também em inglês. Para alegria geral, até hoje o Dutch não me incomodou nem um pouco. Até aprendi algumas palavras... Mas não me atrevo a tentar escrever... rsrs.
No começo era comum eu "desligar" enquanto eles estavam falando em Dutch perto de mim. 
Afinal, eu não entendo de qualquer forma, e acreditem, não existe nada mais cansativo do que tentar entender uma língua que você não conhece. Tudo bem que, nas primeiras semanas TUDO foi muito intenso, e eu ficava absurdamente cansada de qualquer forma. Mas, a grande diferença é que hoje eu me pego tentando entender o que eles conversam em Dutch. Não entendo nada, é claro, mas dou risada quando todos estão rindo na mesa de jantar e aí eles me explicam a piada. 

Como sou a primeira au pair, tem sido uma experiência de aprendizado pra eles também, mas como eu já disse, nunca me incomodou o fato deles falarem em Dutch, e quando eu estou por perto geralmente é tudo em inglês. Mesmo morando com uma família que não é americana, meu inglês já melhorou muito, e sempre que converso com gringos, sou elogiada pelo inglês, já que no Brasil eu nunca realmente frequentei um curso estilo Wizard ou CNA. 

Outra coisa diferente, não sei se isso é pela nacionalidade dos host parents, ou por morarmos (sentiu como eu já sou de casa?) no Brooklyn, é a comida! No Brasil, era eu dizer que estava vindo morar aqui que eu já escutava: "Se prepare para engordar! Só vai comer besteira..." Amores, besteira eu comia no Brasil... Aqui é tudo orgânico. Muita fruta, carne de boi "grass feeded" (alimentado com grama), ovos e frango sem hormônios, pão integral, queijos importados da Holanda... E tudo isso me fez emagrecer no final das contas. É claro que no fim de semana tem pizza, hambúrguer e sorvete. Mas, que minha alimentação ficou muito melhor aqui, isso é verdade.
De final de semana, sim, minha alimentação fica super americana!


Bom, eu cuido de três host kids. Um bebê de 7 meses, um menino de 5 anos e uma menina de 6 anos. Esses três tem uma energia e uma disposição que me testa todos os dias. Dizem que as host kids americanas são bem mimadas, mas não acho que seja o caso das minhas. Eles são crianças, então é claro que eles têm os momentos deles de tentar me tirar do sério. Mas nada que seja de outro mundo, ou que eu não saiba como contornar.
Minha rotina é bem puxada durante a semana, o que geralmente me dá os finais de semana todos livres, e morando em NY, é a melhor coisa! Geralmente começo a trabalhar por volta das 9am e nesse horário estou só com o baby. Então grande parta da minha rotina é sair pra passear com ele, dar mamadeiras, trocar fraldas, dar papinha, mais fraldas, dar banho e colocar na soneca. Pego os dois maiores nos Bus Stop depois das 3pm e então levo pro parquinho ou pra casa. As vezes eles tem atividades depois da aula, o que geralmente acaba me deixando por mais tempo só com o baby ou só com duas kids. No final do dia, dou o jantar para os três e normalmente como com eles e a host mom. Sempre procuro cozinhar quando os dois maiores não estão comigo, assim posso fazer tudo com calma.
A janta aqui é por volta de 5:30pm, e normalmente, se o pai e a mãe já estiverem em casa, fico off as 6:00pm. Logo depois do jantar. 

Os pais são bem participativos aqui, tanto que eu não costumo fazer a rotina da manhã, de preparar pra escola, e nem a rotina da noite, de dar banho e colocar pra dormir. 
Lembrando que isso é um dia normal, letivo. Agora, por exemplo, as crianças estão de férias então muita coisa muda.

Pra levar minhas pra parques, museus, ponto de ônibus da escola ou aula de natação, geralmente vamos ou andando, ou de ônibus, ou de metrô. A melhor parte de morar nessa área do Brooklyn, é que eu estou super bem localizada com 4 linhas de metrô passando praticamente na esquina de casa, 24 horas. Então, mesmo que seja para ir ara a balada (coisa que eu não fiz, já que sou under 21, ok mãe?) não existe nenhuma necessidade de pegar o carro. 
Na pior das hipóteses, chamar um Uber é tudo de bom, e resolve a vida se você está hiper cansada e o se transito não estiver caótico.
O lado ruim de não dirigir, é que eu não devo lembrar nem como ligar um carro, já que a ultima vez encostei num volante foi no Brasil. 
Mas, mesmo meus host parents, que moram aqui fazem anos, geralmente não pegam o carro pra sair. Metrô é vida em NY e dá pra ganhar muito tempo. Já comparei um percurso da minha casa pra middletown de carro e de metrô, e o metrô é definitivamente mais rápido.
Ponte do Brooklyn
New York tem opções infinitas de coisas pra fazer, lugares para conhecer e etc. Aqui é muito fácil pra chegar em qualquer lugar sem depender de ninguém. E tem várias lojas de conveniência (vulgo farmácias que vendem de tudo) 24 horas, para comprar aquele sorvete de cada dia, de quem se controlou o dia todo comendo saudável, mas foi ficar off para bater a vontade de comer porcaria. 

Impossível negar que eu continuo apaixonada por essa cidade, tanto quanto era antes de vir. Talvez hoje eu seja ainda mais apaixonada, e não gosto nem de pensar em voltar para o Brasil, porque a ideia de ter que sair daqui é terrível. Pelo menos por agora. 
Vamos ver como vai ser daqui mais um tempo.

Enfim, tentei resumir ao máximo para não ficar cansativo para vocês, mas poderia tagarelar sobre cada tópico por dias. 
Se você que está lendo tem essa paixão por NYC, assim como eu, ou gostaria de saber algo especifico sobre uma família não americana no programa... Seja qual for sua dúvida ou sugestão, é só comentar ali embaixo! Terei o maior prazer em responder.

New York continua incrível. E meu Dutch continua péssimo. 

Obrigada pela atenção, e até agosto!

14/06/2016

Meu ilustre vizinho Bill Clinton


Para iniciar as minhas postagens no blog, achei melhor começar pela história mais cômica/trágica que eu vivi nos EUA.

Eu morava em uma cidade chamada Chappaqua, a 50 minutos de Manhattan, portanto suburbio como costumamos ver nos filmes, com jardins na frente da casa, cerca viva, casas enormes e muuuuitas árvores, por todo lado, confesso que no outono isso era o que mais me agradava, mas deixa as estações de ano para outra postagem.

Eu havia chego na casa dos hosts há 3 dias e fui em um college, dirigindo completamente sozinha, para fazer o placement test, já que eu gostaria de iniciar o curso de inglês o mais rápido possivel. Eu dirigia muito mal, havia tirado a habilitação no Brasil,mas não tinha prática, então dirigia bem devagar.
Fiz o test no college, peguei todas as informações e voltei dirigindo pra casa, as cidades eram próximas, então não tive maiores problemas em chegar em Chappaqua, mas quando cheguei, não lembrava aonde ficava a entrada para a minha casa e, sem saber dirigir muito bem, fiquei nervosa.

Eu sabia que estava próximo de casa, então entrei na primeira rua que vi, anotei o nome da rua pra ligar pra host e perguntar como chegar em casa, parei o carro e liguei pra ela.
Eu: I´m lost (sic), I´m at old house street
Host: Don´t worry, you are close, take the 117 road again and turn the first street on your right
Eu: thanks

Liguei o carro, fiz o retorno e peguei a 117 de novo, quando de repente, vi DOIS carros de polícia atrás de mim, fiquei um pouco mais nervosa, pensei comigo, "estou dirigindo muito devagar e os caras podem ficar nervosos com isso" resolvi sair da frente deles e entrei em qualquer rua pra deixar eles passarem e pra minha surpresa os policiais pararam atrás de mim.
Fiquei muito mais nervosa, nunca tinha sido parada por policiais no Brasil e não fazia idéia de como agir, resolvi sair do carro pra pedir ajuda a chegar em casa.
Um deles desceu do carro e começou a esbravejar comigo, parecia um pitbull latindo. Imaginem vocês, eu estava nervosa porque estava perdida, nervosa porque estava em um país estranho para a aventura da minha vida, nervosa porque estava dirigindo e não tinha muita experiência, nervosa porque não falava inglês e tinha uma dificuldade enorme em entender o que as pessoas diziam e agora, estava sendo parada pela polícia pela primeira vez na minha vida.

Travei e não entendia nada do que o policial me perguntava, e ele também não ajudava muito esbravejando daquele jeito. Eu repetia a todo momento : I´m au pair, I´m lost (sic), could you help me to go home?

Até que ele viu que eu não falava muito bem o inglês e perguntou se eu falava espanhol, nesse momento começou a minha verdadeira aventura around the world, segue diálogo:

Ele: do you speak spanish?
Eu: No, but I understand

Então ele começa a perguntar em espanhol e eu a responder em inglês, como eu não sei escrever em espanhol, vou deixar a parte dele em português mesmo rss

Ele: aonde você está indo?
Eu: to home (sic)
Ele: Aonde você mora?
Eu: (dei meu endereço)
Ele: me dá os seus documentos

Eu mostrei a minha habilitação internacional e enquanto ele falava comigo, havia um outro policial olhando com uma lanterna dentro do meu carro. Enquanto eu repetia que eu era au pair e estava perdida, se ele poderia me ajudar a chegar em casa, ele leu na minha habilitação que eu era brasileira, então o tom de voz mudou, de pitbull ele passou a ser um doce gatinho, quase manhoso.

 Ele: ohh, are you brazilian?
Eu: yes
Ele: há quanto tempo você está nos EUA?
Eu: one week
Ele: não se preocupe, nós vamos te ajudar a chegar em casa
Eu: Thanks a lot (quase chorando de nervoso)
 Ele mandou o outro policial ir embora e fez sinal de que estava tudo bem, então o outro carro que acompanhava o primeiro foi embora. Fiquei esperando ele terminar de anotar os meus dados, os dados do carro pra confirmar a minha história e então ele perguntou se eu sabia o que eu havia feito de errado, mais uma vez eu falei errado e disse: I don´t have any idea. Ele me disse então que eu havia parado em frente a casa do ex presidente Bill Clinton, com o meu Mazda ano 92 e os seguranças acharam que eu era um carro suspeito e chamaram a policia pra averiguar.
Nunca mais entrei naquela rua.

03/06/2016

Como eu aprendi inglês (quase) sozinha

Oie Galerinha,

 Olha eu aqui de novo! *-* 



Uma das principais preocupações de quem quer ser Au Pair é o bendito do ingreis! Hahahaha
Por isso, vim contar minha experiência pra vocês. 
Eu deixei o tema com esse "quase" entre parênteses porque não queria ser sensacionalista e nem mentir pra vcs. hehehe 
Eu tive algumas ajudas, mas o que valeu mesmo foi meu esforço. 
O inglês na minha vida começou em 2007 quando eu comecei a fazer inglês. Fiz aproximadamente um ano e meio, e minhas notas sempre foram altas pq eu sempre me dediquei. (Quando sai do bolso da gente, a gente dá mais valor kkkk).
 Quando eu precisei trancar o curso eu estava no nível pré-intermediário e quase 10 anos depois, sem ter cursado inglês novamente eu fiz um teste de proficiência e meu nível foi Pré-Avançado. 

Qual meu segredo? 

Eu sempre mantive contato com inglês, de todas as formas possíveis, pelo método de imersão.

FILMES – Eu já ouvi muitas pessoas dizerem que não gostam de ver filme em inglês porque não entendem nada. Mas essa ferramenta é justamente para acostumar nosso ouvido com as pronuncias e etc.
Como fazer: Vocês podem assistir pelo Netflix (Tem uma lista no google, de filmes/séries que são legendados em inglês), tem um site chamado Ororo.tv (Pra quem não tem conta ele permite assistir uma hora grátis por dia, então dá pra ver um episódio de série ou meio filme kkkkkk) 

(Quando eu não sabia nenhuma dessas formas acima eu fazia o seguinte: Procurava o nome do filme em inglês no google e escrevia “online”, não tinha legenda, mas dá pra ouvir os diálogos pelo menos. )E tem o YouTube que dá pra fazer a mesma coisa. 

 MÚSICA: Ouvir músicas em inglês, acompanhando a letra e a tradução.
Eu tinha um aplicativo de karaokê, é legal porque dá pra acompanhar linha por linha. 
Eu acho que pelo Spotify também dá, mas eu não sou adepta então não posso afirmar. Kkk 

 LEITURA: Eu ganhei alguns livrinhos e outros eu comprei. Os que eu tenho são da Penguin Reader, que é o livro acompanhado do CD, onde a gente ouve as pronúncias e lê junto. E são bem baratinhos. 
 Pra leitura também dá pra baixar PDF, eu tenho alguns do Harry Potter mas estes não acompanham áudio. 

APLICATIVOS/SITES: Existem vários sites/aplicativos de inglês. Eu tenho o Duolingo e antigamente estudava pelo Livemocha. (Eu não consegui me adaptar ao novo layout do site hehehe). Eu uso também o Lingualeo e de vez em quando eu baixo apps de vocabulário. Por exemplo: Vocabulário sobre banheiro. 
Funciona assim: vai aparecer as fotos dos itens (secador, espelho), o nome em inglês e a pronuncia deles. E também um joguinho de memorização. Tem de vários tipos: comidas, frutas, esportes e etc. 



Além dos váááários canais no YouTube que dão dicas ótimas, alguns têm até lista de exercício. 
Meus favoritos são: 
-Mairo Vergara
-Elen Fernandes (Expert School Online) 

 Eu aconselho vocês a terem um caderninho, e irem anotando o que forem aprendendo nesses vídeos, anotarem as dúvidas. E acho importante separar uma parte para vocabulário. 

Tudo é força de vontade, pessoal, eu me virei como pude... Procurei métodos, meios pra poder estudar e hoje tenho um inglês que é considerado muito bom. 
Quando eu falo que não estudo em escola de inglês há quase 10 anos, ninguém acredita.

 Mas é isso galera, se vocês tiverem alguma dúvida, sugestão... Por favor escrevam nos comentários.

 (P.S: Pra quem acha impossível começar do zero, essa semana eu comecei uma terceira língua... Francês.)

 Au revoir,
Jéssica :)

05/04/2013

Considerações + Ser Parte da Família

Considerações + Ser Parte da Família
Meninas! Como vão?

Já faz um tempo desde o meu último post, em que eu falava sobre antes de partir e cá estou, completei dois meses de USA ontem ! :) Não posso iniciar o post sem antes fazer algumas considerações após esse tempo.
Estou feliz?
Não há como não estar diante de tantos sonhos sendo realizados, tantas coisas que são pequenas, mas são elas que nos fizeram chegar aqui e são elas também, que nos fazem aguentar tudo o que nos acontece.
É como eu esperava?
Bem, em partes sim, em partes não, é mais difícil do que eu esperava mas nada que você não se acostume, ajuda você não ficar pensando "Se eu tivesse no Brasil..'
Aqui você realmente cresce. Em pouco tempo eu amadureci e me esclareci sobre muitas coisas que antes eu simplesmente não via.
O inglês?
Bom, o Inglês melhorou sim. Eu ainda não estou estudando, iniciarei em breve, mas não há como, se o seu speaking não melhora, certamente o seu listening melhorará muito! Em dois meses vou ao cinema numa boa, entendo tudo legalzão, entendo tudo o que os Hosts dizem.Meu listening sempre foi melhor que meu speaking, o que é o caso de algumas meninas e mesmo assim vi melhoras no speaking também.
Dica valiosa: Muita gente pensa que se você simplesmente viver aqui que você aprende inglês ERRADO.
Você aprende sim, muitas novas palavras, mas não as absorve, porque não estuda, acaba por não saber como as escreve, não conhecer a gramática e não evolui. Se você não estuda, mesmo que sozinha, realmente, seu inglês estacionará!
Quanto a segunda parte do Post..  Ser parte da Família.. será ?
Lembrando que essa é a minha opinião, eu sei que existem exceções e famílias que realmente tratam a Au Pair como da família, mas na maioria dos casos não é assim que a banda toca.
O que eu sempre quis quando pensava em uma Host Family Ideal era ser parte da família.
Isso era essencial pra mim. Fiz questão de deixar bem claro o quanto isso era importante em todas as partes do meu Application e minha família também não cansava de dizer em seu Application como tratava a Au Pair anterior como parte da família. MAAAAAAAAAAS, porém, entretanto, as coisas não são bem assim!
Primeiro de tudo, eles são AMERICANOS e isso já define bastante coisa, se é que vocês me entendem. rs
Eles são pessoas diferentes só por serem de outra cultura e um exemplo bem simples é: dificilmente abraçam, beijam e todas as demonstrações de carinho que são tão comuns para gente, então, não espere isso deles.
Eles são educados. Sim, educados! E eu levei um longo tempo pra conseguir perceber quando era educação e quando eles realmente estavam fazendo aquilo por vontade.
Tipo, me chamar pra sair ou perguntar se eu dormi bem.
Infelizmente constatei que era por pura educação rs não aceitei sair mais e simplesmente digo "good" para tudo, porque se eu digo qualquer coisa diferente disso eu ouço um "que pena". rs
Eu não me sinto parte da família por inúmeros detalhes que são decisivos pra mim, eles tentam sim, são legais sim, mas na hora que o bicho pega você sabe que famílía só é uma, a que você deixou no Brasil.
Isso os torna uma família ruim pra mim? De jeito nenhum! Eles são bons pra mim sim, até certo ponto.
No final das contas eles sempre serão meus chefes e deixam isso bem claro em algumas situações.
Então meninas, não criem mil expectativas sobre a família -como eu fiz- antes de chegar e ver como realmente as coisas são. Digo em todos os sentidos sobre aquilo que você espera da sua Host Family.
É isso meninas, esperar demais nunca é bom, prefira se surpreender! Ótimo final de semana. :D

25/03/2013

9 meses, e o inglês.

HOJE eu completo 9 meses em terras americanas (yay!), e resolvi compartilhar a minha experiência com o inglês.

Aqui no WallPair já temos alguns posts sobre nível de inglês, mas se não me engano todas as meninas que postaram já saíram da equipe. E claro, cada uma tem suas dicas, tem sua evolução, e é sempre interessante acompanhar. Portanto, resolvi falar sobre isso aqui hoje.
Uma antiga escritora aqui do blog uma vez postou sobre isso e falou que se arrependeu por ter vindo com o inglês tão fraco, pois acabou perdendo muita coisa no começo e não aproveitou como poderia. Eu acho que essa já é uma ÓTIMA dica: não venham sabendo falar somente "Hi, how are you?" e "The  book is on the table". Quando você chega aqui, a coisa é MUITO diferente - a não ser que você converse já, por algum motivo, com americanos. Você precisa ter um ouvido aguçado pra conseguir acompanhar - principalmente se sua host mom fala SUPER HIPER MEGA rápido, como a minha, haha!

Como eu achava que estava meu nível antes de vir? Achava que estava ruim, mas pelo fato de eu não estar estudando nem treinando o ouvido já há muito tempo - leia-se uns 7 anos.

Como eu estudei inglês? Eu comecei a aprender na primeira série, com 7 anos. Eu sempre estudei em escola particular com o método Positivo, e as apostilas Positivo tem inglês da primeira série até o terceiro ano. Ou seja, eu estudei inglês (quase) todos os anos na escola. O quase é porque em um ano eu escolhi estudar espanhol, já que eu fazia inglês em uma escola de línguas na época. Eu fiz, nessa escola de inglês, uns 5 ou 6 anos de aulas - na Wizard. E foi isso o que eu estudei! Eu me formei na escola em 2004, e desde então não estudei mais inglês. Quando eu resolvi fazer o au pair, em 2011, eu corri atrás de uma professora particular - que por MUITA coincidência também já tinha sido au pair - e fiz 10 aulas com ela, somente pra relembrar a parte gramatical, que era a mais importante, e alguma coisa de vocabulário.

O que achei quando cheguei aqui? Que meu inglês estava melhor do que eu imaginava! Eu conseguia me comunicar bem, e entender bem. Como a minha host mom fala muito rápido, no começo eu tinha que pedir pra ela repetir várias coisas - e ela fala rápido mesmo, até a LCC no primeiro dia que veio aqui em casa disse pra ela que ela precisaria aprender a falar mais devagar, ou nunca iríamos nos entender, haha. E por isso eu pedia várias vezes pra ela repetir. Com o meu host eu nunca tive maiores problemas. Já com o meu menino maior (10 anos quando cheguei aqui) era mais difícil, ele nunca gostava de repetir o que falava, e então eu não me comunicava com ele praticamente nos primeiros meses, porque quando eu queria falar algo, se ele não entendia, ele simplesmente me ignorava, não falava nem pra eu repetir. Então comecei a ficar envergonhada de me comunicar com ele, e só respondia o que ele me perguntava - quando eu entendia, haha!

O que fiz pra estudar aqui? Um curso ESL de conversação (8 aulas), dois ESL de grammar (16 aulas), cursos na minha área (que ajudam muito, mas muito mesmo! Pois você sai do comum do ESL e começa a ter que prestar atenção em dobro nos termos novos que está aprendendo), muuuuito seriado (vi alguns episódios de seriados aleatórios e comecei a acompanhar o "How I met your mother" - no início com legenda em inglês, depois sem mais nada), assisto filmes, escuto músicas lendo a letra na tela do computador, comprei um livro de Grammar Self-Study, às vezes leio revistas e também leio livros no geral.

Como está meu inglês hoje? Muito melhor!! Antes eu me apavorava quando ligava a televisão e não entendia NADA, hoje às vezes eu me pego no computador e escuto uma propaganda na TV e entendo, naturalmente. Claro que não entendo tudo! Tem alguns desenhos e seriados que eu não consigo entender direito, e os jornais de notícia eu ainda acho um pouco difícil acompanhar, mas se prestar atenção só naquilo, eu consigo! Filmes, seriados e desenhos no geral eu assisto tranquilamente. Já fui algumas vezes no cinema, e sempre que assisto algo no Netflix, nunca coloco legenda (nos primeiros meses eu colocava em inglês, pra treinar o ouvido. DICA: façam isso no Brasil, antes de virem pra cá, e já vão treinando!). Rádio eu consigo entender algumas coisas. Propagandas de rádio geralmente são rápidas, então tem algumas que eu não entendo mesmo. E também não sou de escutar muito rádio não... Já as músicas, vixi!! Isso sempre foi um problema pra mim! Eu sempre tive o ouvido bem ruim pra elas, e mesmo treinando já desde o Brasil, eu ainda tenho esse probleminha. Mas fora as músicas e o rádio, eu acho que estou muito bem!
Já recebi elogios da LCC, dos meus hosts (alguuumas vezes) e até do meu professor de fotografia! Meu professor esses dias falou que meu inglês é "fantastic", voltei pra casa toda besta! E comparando meu inglês com várias meninas que já conversei em inglês e estão aqui nos EUA, eu realmente acho que meu inglês está muito bom. E como eu convivo com o inglês desde os 7 anos, a pronúncia pra mim é fácil, e não tenho maiores problemas não. Até com a gramática eu já quase não tenho problemas. Hoje em dia o que ainda sinto muita dificuldade é com vocabulário mesmo, que preciso perguntar "o que é isso" quando não sei as palavras. Mas existem tantas palavras, né? Acho que precisaria passar a vida inteira nos EUA pra poder saber todas elas... :P

Bom gente, é isso. A maior dica que eu dou é ESTUDE ANTES DE VIR! Assista filmes sem legenda ou com legenda em inglês, leia sites de notícias ou algo que te prenda a atenção em inglês, e acompanhe páginas no Facebook ou sites como o English Experts, por exemplo! E a dica que posso dar sobre a leitura de livros é: COMECEM COM UM LIVRO FÁCIL! Eu comecei com The Hunger Games e me frustrei, fiquei um bom tempo sem ler nada achando que era quase impossível. Até que resolvi pegar uns livros do meu menino, e consegui ler os 4 do começo ao fim sem olhar uma vez pra um tradutor ou dicionário. Assim que é gostoso de ler! :)

Aqui vão os livros que eu comprei/li/estudei aqui nos EUA:

Livro de Grammar - comprei aqui pra estudar por conta própria - SUPER RECOMENDO!!! Vou levar comigo pro Brasil, com toda a certeza!

Primeiro livro em inglês que eu li - comecei com um mais pra pré-adolescente (peguei do meu menino), e depois conversando com outras au pairs, descobri que MUITAS lêem essa coleção. Eu adorei, e recomendo!
Segundo livro que eu li - outra coleção bem gostosinha de ler. A história também é mais pra pré adolescente, como o primeiro. Mas eu tentei começar com livros mais difíceis (da minha host) e me bati um bocado. Então preferi livros que eu não precisasse parar um minuto pra olhar no tradutor, ou coisa do tipo.
Terceiro livro - da mesma coleção do primeiro.
Quarto livro - da mesma coleção do segundo.
Quinto (estou lendo agora) - Os livros da Sophie Kinsella são super gostosos de ler, e totalmente voltado pro público feminino. Ainda pretendo ler todos!
 Próximos livros a ler - Dear John, esse eu vou pegar emprestado da Natália, aqui do blog (ela é AP aqui em KC também). É o próximo da minha lista!

O The Hunger Games eu sinto dificuldade, e às vezes preciso parar pra traduzir algo, pois fico realmente sem entender. Já comecei a lê-lo 2 vezes e parei. Estou com toda a coleção, o segundo e o terceiro também, e espero conseguir lê-los em breve...só ainda não sei se aqui ou no Brasil (já que esses 3 livros são meus, e não emprestados).
E a coleção do Wimpy Kid eu quero ler inteira ainda! Eu baixei a coleção toda no Kindle App, então em breve vou terminar a coleção :D

Bom, é isso gente! Eu espero que eu tenha motivado algumas meninas que acham que é impossível assistir um filme sem legenda ou ler um livro sem usar tradutor. NÃO É! E é super gostoso depois que você consegue :) como eu sei que no Brasil meu contato com o inglês não será muito, eu estou pensando em levar meus livros da coleção do Hunger Games pra ler somente lá, e continuar sempre assistindo filmes em casa sem as legendas. Aprendi a gostar dessa língua mais ainda do que eu já gostava. E pode parecer bobo, mas toda vez que termino um filme e PRINCIPALMENTE um livro, e consigo entender tudo, eu me sinto vitoriosa! :)
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