08/09/2016

Férias no Brasil: vale a pena?

Férias no Brasil: vale a pena?

Hello people!!

Bom, eu voltei de férias do Brasil há alguns dias e, desde então, estou com um pensamento: "será que valeu a pena"?
Será que valeu a pena dar tchau pela segunda vez e  as pessoas que mais amo com a incerteza de quando será meu retorno "oficial"? Bom, tudo tem seu lado positivo e negativo e eu quero compartilhar com vocês os dois lados da moeda de passar as férias no Brasil e, no final, descobriremos juntos se valeu mesmo a pena.
Primeiro, vamos aos motivos. Não fui ao Brasil por acaso, não foi uma data qualquer. Fui por duas razões principais: aniversário de 3 anos da minha sobrinha e casamento da minha melhor amiga, no qual fui madrinha!







        Então, vamos aos fatos. O lado ruim de ir ao Brasil é a hora da despedida. A segunda despedida parece que tem um peso maior, é como se o coração apertasse bem mais e acho que isso se deve à incerteza que ela traz. Quando embarquei pra dar inicio ao meu ano de Au Pair, todos sabiam que eu voltaria ao Brasil em 7 meses para o aniversário e casamento. Mas dessa vez, ninguém sabe com exatidão quando será meu retorno. E quando dão palpite, percebem que está muito longe (resolvi estender por mais 12 meses).
        Outro lado negativo é o gasto, só com o dinheiro da passagem dá pra fazer várias viagens legais pelos Estados Unidos. Sem contar com os gastos dos presentes, em outra viagem de férias, não precisamos levar presente pra ninguém rsrsrs E eu, como amo presentear, levei presente pra um monte de gente (e não me arrependo). Ah, quase esqueço! É ruim ir ao Brasil porque você não terá tempo de fazer muita coisa, todo mundo vai querer matar um pouco da saudade, terá que responder mil perguntas sobre sua vida nos EUA e desiludir a galera que acha que ficamos ricos quando chegamos aqui hahaha.

        O lado bom de ir ao Brasil é ir ao Brasil. Chega um momento do nosso intercâmbio que precisamos de um aconchego, de uma palavra de conforto, um abraço ou beijo que só as pessoas que deixamos no Brasil sabem dar. Quando chega esse momento, é hora de ir ao Brasil! É muito bom chegar lá e ver tanta gente feliz com a sua presença, descobrir que tem tanta gente que sonha contigo e sofre com a sua partida. Quando você está no Brasil de férias, as pessoas até esquecem que ficará por pouco tempo, querem aproveitar o aqui/agora e desfrutar o máximo de você.
Outra coisa boa é a oportunidade de estar presente em momentos importantes de familiares ou amigos (quando isso é teu objetivo principal de ir ao Brasil). A mãe e o irmão do noivo moram na Suíça e Portugal, respectivamente. Eles não conseguiram ir e acompanharam toda a cerimônia via skype. O tempo todo fiquei imaginando que poderia ser eu, mas não era. Graças a Deus, consegui estar lá e presenciar o casamento da minha amiga (temos 18 anos de amizade)!
Sem dúvidas, uma das melhores coisas de passar as férias no Brasil é se sentir pronta para os próximos meses que virão, é assim que estou me sentindo. Na real, parece que meu ano começou de novo, não sei explicar rsrsrs

        Enfim, para a minha pessoa: sim! Valeu muito a pena ir ao Brasil. A dor foi e ainda é grande, dizer tchau pela segunda vez dói bem mais, é estranho pensar que você não é tão presente na vida das pessoas como antes (me refiro à presença física), mas é bom ter a certeza de que relacionamentos podem sim continuar a crescer com longas distâncias! Para mim, o que mais valeu a pena foi voltar preparada para encarar os 17 meses que me restam nessa aventura Au Pairiana!

PS: Outra coisa muito boa é que voltamos com respostas, algumas pessoas voltam com a certeza de que não quer morar aqui pra sempre, outras voltam com a certeza de que não pertence mais ao Brasil!
Mas isso, você só saberá se for!


Um beijo no coração de vocês e confiram algumas fotos minha em Salvador, Bahia (terra da alegria)!

 Farol da Barra


Família reunida para mais uma despedida


Elevador Lacerda, parte de cima



Parte de baixo do Elevador Lacerda (com meu paizinho)

04/09/2016

Choque Cultural

Choque Cultural
Olá gente! Happy labor day weekend!

Hoje vou falar do meu maior choque cultural aqui... Em meu ponto de vista foi mais chocante do que as crianças não tomarem banho todo dia, das bagunças na casa, do almoço de sanduíche ou janta as 4h da tarde.

*Alerta textão* haha
O padrasto do meu host (que as crianças chamam e consideram avó, e todos tem como avô/pai) foi diagnosticado com alzhaimer e um tempo depois teve um AVC. Do AVC ele não teve graves consequências mas o alzhaimer estava avançando como geralmente acontece, mas com ele avançou muito rápido e o corpo dele não suportou. Depois de ter passado mal, ele foi para o hospital, fez exames que foi onde disseram isso. Uma semana após ele estar no hospital, os médicos disseram para ele ir pra casa, ficar mais confortável. Em outras palavras, que não teria mais jeito.
Minha host family estava com férias marcadas na qual iriamos passar alguns dias na casa da avó. Mesmo com o acontecido a avó pediu para que fossemos na casa dela, mesmo com o avô doente pois as crianças a ajudariam a se distrair diante da situação do avô.
Ele estava acamado, porém respirando, coração bom, mas dormindo 90% do tempo, não falava mais e comia apenas coisas líquidas. Aqui nos Estados Unidos quando se chega nesse ponto, eles apenas dão comida quando a pessoa "acorda" para comer. Isso foi meu primeiro super choque, pois no Brasil ele estaria recebendo soro, e eles não fariam mais isso por ele aqui, e o único medicamento que ele tomaria era morfina, para ele não sentir dor, caso tivesse uma febre ou ficasse doente não iria mais para o hospital. Segundo choque!!!
Como estávamos de férias, tinha uma parte da família junto, eles sempre estavam conversando sobre o assunto e falando que ele não passaria de 2 semanas!
Chocada de novo! Como assim?????? Estavam dando quase que um prazo para ele.
A enfermeira que estava cuidando dele era de uma organização da Igreja, e aí na mesa eu vi um papel "Funeral Arrangements" e um livrinho "When the death is close".
No outro dia a avó juntou todos os filhos para ir ACERTAR AS COISAS DO FUNERAL!
Ai eu quase morri! Como assim? Acertar as coisas do funeral? Com ele lá respirando, coração batendo e comendo?
Eu fiquei simplesmente passada, abismada, chocada... Sem palavras!
Dentre a organização do funeral, eles estavam comentando sobre jantar para às pessoas, ônibus para transportar todos e por onde eles passariam com ele antes do enterro.
A avó mesmo comentava que achava que ele estava esperando nossas férias acabar pra partir. Minha reação era apenas 😱
Durante meu ano perdi meu avô no Brasil, ele também tinha alzhaimer mas faleceu de outras complicações. E eu NUNCA vi ninguém reagindo a uma doença igual eles reagiram aqui, certo que o falecimento iria acontecer em breve.
Infelizmente isso aconteceu. Fomos embora no domingo e ele faleceu na quinta (01/09).
Minha host teve que sair pra comprar um vestido, ai eu falei pra ela: você TEM que comprar um vestido? Ela disse que sim! Eu mais uma vez 😱
Os velórios aqui acontecem mais de um dia, isso eu já sabia rsrs. Então o velório dele começou hoje (03/09) das 7:30 as 9:30, amanhã será das 1:00 as 9:30 e o último dia terá a missa e ele será cremado.
Minha host pediu para eu ficar com as crianças, pois eles não entendem muito o que acontece e não seria fácil te-los lá. Estou cuidando deles na casa da avó e todos sairam muito bem vestidos para o velório (vestidos comprados especialmente para isso, salto alto, terno, gravata).
Enfim, sem dúvidas esse foi o maior choque cultural que tive aqui. Fiquei realmente muito pasma com tudo, mas agora já consegui digerir tudo hahaha.

Um beijooo e até o próximo mês.
😘

02/09/2016

Au Pair em LUTO




Olá pessoal, hoje estou aqui para relatar uma tragédia e alertar sobre nossas responsabilidades como Au Pair.

Uma colega Au Pair sofreu um acidente de carro em San Francisco na última segunda feira e infelizmente uma das Host Kids veio a falecer.

Foram vistos alguns relatos pela internet no qual dizem que o caso ainda está sendo investigado, mas independente do que tenha causado o acidente, esse momento é muito triste e serve também para reflexão.

A notícia foi divulgada em um blog na internet supostamente de um dos vizinhos da vitima. Referenciando a Aupair como live-in nanny (termo mais conhecido). 

Tragédias como essa já aconteceram e acontecem sim com as Au Pairs, mas nem todas saem na mídia ou são divulgadas.
Esse tipo de situação pode acontecer com qualquer um de nós e além da tristeza, a responsabilidade é muito grande, então todo cuidado é pouco!

Nunca se esqueçam que além das nossas tarefas de lavar roupa, brincar e até mesmo aguentar choro das crianças, nós estamos cuidando do bem mais preciso dessas famílias, como se fossem da nossa, são vidas, crianças e precisamos ter muita atenção, principalmente ao dirigir.

As regras de trânsito aqui são diferentes das nossas no Brasil, e mesmo aqui sendo mais "fácil" com rodovias maiores e mais estruturadas, o perigo é o mesmo.

Vamos estar sempre atentas aos cintos de segurança, não usar o celular, nem que seja só pra checar horário ou qualquer outra coisa, atenção as placas e tentar ao máximo não se distrair.

Meus sinceros sentimentos para a Au Pair, eu imagino o quanto está sendo difícil essa situação, como a cabeça dessa menina deve estar extremamente confusa, muita dor e desespero.

Meus sentimento à família por sua perda que com certeza não deve ser nada fácil perder um filho, um irmão...

A pequena e inocente garotinha que agora esteja num lugar muito melhor.


Para ajudar acesse o link:












01/09/2016

Por que voltar para o Brasil?

Bom, hoje eu vou falar sobre os motivos de eu ter voltado para o Brasil depois do meu ano de au pair. Pra mim é muito claro: você vai ser au pair por um ano, ou até dois, e depois você volta para o seu país. Porém, muuuuuita gente sempre me pergunta até hoje "mas por que você voltou? Por que não ficou lá?".
As pessoas que, algum dia já ficaram por um tempo fora do país em situações parecidas, sempre entendem meus motivos e, muitas delas, nem me perguntam o motivo de eu ter voltado, mas elas mesmas já me dão motivos e perguntam se foi por causa deles. Bom, isso é porque a maioria das pessoas que já morou um tempo fora sabe como as coisas são aqui, e como elas são lá.
Esse post é muito pessoal, e com base na MINHA experiência e nas pessoas ao meu redor. Você que está lendo, pode ter uma opinião diferente. :)

Quando eu fui au pair, eu estava namorando e, claro, os maiores motivos para eu ter voltado foram o meu namorado e a minha família. Porém, eu fui como au pair pros Estados Unidos, eu não fui trabalhando em uma empresa e ganhando bem, tendo um lugar meu pra morar e um carro próprio. Meu sonho nunca foi ser babá ou morar na casa dos patrões. Apesar da minha host family ser maravilhosa, eu trabalhava pra eles. Eu sentia falta de morar com a minha família, ou até de morar sozinha, de ter as coisas do meu jeitinho, ou de pelo menos ter uma cozinha sempre limpa (americanos, em sua maioria, são folgados nesse ponto). Eu sentia falta de ter o meu carro próprio, de poder sair com ele pra onde eu quisesse, quando eu quisesse, sem ter que pedir nada pra ninguém - afinal, nos EUA o carro era da host family, eu sempre precisava avisar quando iria usa-lo e, muitas vezes, dizer onde estava indo.
Mas, pra ser sincera, as duas coisas que eu mais senti falta foram a comida brasileira e o calor humano. Gente, os americanos são muito frios!!! Minha HF era super amada! Eu tenho contato com eles até hoje, já fui visita-los, mas naaaada se compara à uma amizade brasileira, ao abraço do brasileiro, ao calor humano que temos naturalmente nesse país. E a comida americana sem gosto? Gente, que saudade de um feijãozinho de verdade, de um pão de queijo e um caldo de cana! Claro que em algumas regiões dos EUA é mais fácil encontrar comida brasileira do que onde eu morava, mas eu comi a comida brasileira em vários estados e, pra mim, nada se compara à comida do Brasil mesmo! Essa comida brasileira importada não tava com nada...hehe! Até as carnes nas churrascarias brasileiras não são iguais às carnes que comemos no Brasil.
Aí algumas pessoas me perguntam: mas lá não é tudo mais fácil e mais barato? Não, não é. Pelo fato de ser uma imigrante, muitas coisas não são assim tão fáceis. E o barato lá é se você for comprar um eletrônico, uma roupa ou um carro. Mas e pra mandar consertar o banheiro? Gente, gastamos SEISCENTOS DÓLARES pra desentupir o banheiro uma vez! E pra consertar os cabos da TV a cabo? Foi mais uma facada! E pra consertar o carro? E o valor pra pagar faxineira/diarista? Vixi... Então, as compras podem ser mais baratas, mas a mão de obra é muito muito muito mais cara!
Como em qualquer lugar, tem as vantagens e desvantagens de morar nos EUA, assim como tem as vantagens e desvantagens de morar no Brasil. Aqui no Brasil eu tinha meu cantinho, meu carro próprio, uma empresa própria, um pai e uma mãe maravilhosos, meu namorado... E um emprego que não era ser babá! :P
Muitas meninas vão como au pair com a intenção de ficar no EUA, e ser au pair é uma maneira mais fácil de entrar no país, de conhecer a cultura, de começar a estudar, de conhecer um marido, enfim, de ficar lá no país. Eu nunca fui com essa intenção.
Mas aí você me pergunta: Cláu, então você não moraria de novo lá? Eu moraria, sim! Se uma empresa me chamasse pra trabalhar em algo que eu gostasse e fosse feliz e realizada. Ou se eu tivesse como abrir minha empresa de fotografia lá de uma maneira simples como foi abrir aqui no Brasil - mas não é, porque eu seria estrangeira lá, e o processo é totalmente diferente.
Pra mim, a vida tem que ter um sentido. Eu tenho que ter as pessoas que amo ao meu redor, tenho que ter a minha liberdade e também ter um trabalho que faça eu me sentir realizada. Se eu pudesse colocar tudo isso na mala e voltar pra Kansas, eu estava no avião agora! Moraria em um país mais seguro, aprenderia mais ainda inglês, estaria pertinho da minha host family e poderia viajar muito mais frequentemente. Porém, como não cabe tudo isso na mala, então a minha felicidade está aqui, no Brasil. Mas um pedacinho do meu coração sempre vai estar em Kansas...
Isso é ser intercambista. É nunca mais se sentir 100% completo, porque um pedacinho do seu coração estará pelo mundo.

26/08/2016

A dificuldade de gravar um vídeo...

A dificuldade de gravar um vídeo...
Oiiii meus amores,
tudo bem com vc?

Hoje eu vou falar um pouquinho sobre as dificuldades pra gravar o vídeo do app.

Então se você se encontra nesse mesmo dilema continua lendo que vou dar algumas dicas:

Dificuldades:
- não é nossa linguá nativa, então provavelmente haverá erros de pronuncia,
- não temos nem ideia de como gravar, porque não sabemos como vai ficar,
- a vergonha como solta,
- travamos na hora de falar
- temos que repetir 20x a mesma frase
- celular cai,
- audio fica baixo
- iluminação uma bosta
- e por ai vai...

Sim gente tive todas essas dificuldades e mais um pouco pra gravar meu vídeo, mas precisava gravar.

Ai o que eu decidi fazer:
Fazer uma gravação mesmo que ficasse uma porcaria, editar, salvar e assistir, assistir, assistir, e anotar tudo que tiver que corrigir.

Isso me ajudou a ver o que eu precisa fazer diferente, o que eu posso acrescentar ou tirar, também pedi pra um amigo verificar se as pronuncias estavam certas e o que eu podia mudar.

Gente eu sei q o psicologico esta extremamente abalado e as vezes uma frase de critica construtiva pode parecer que a pessoa nao quer te ajudar.

Temos que respirar e pensar, se eu mostrei p essa pessoa é poq eu confio, e sim ela esta me ajudando e eu preciso de ajuda, entao vou escutar e tentar fazer melhor.

Ai bora la gravar novamente, tentando corrigir todos os erros, editar e salvar.

mostrar novamente para o coleguinha e rezar, mais rezar muito.

E se tudo estiver certo é só postar no app e Boa sorte!!!

Um beijo pessoal.

23/08/2016

Boston em um dia!

Boston em um dia!
Oiii gente!!


Adora falar de lugares novos e viagens, afinal é a melhor parte do intercambio!


Hoje vou falar o roteiro que fiz quando fui para Boston, como boa virginiana que sou, gosto de deixar todo o roteiro organizado antes da viagem para não ficar andando igual barata tonta e acabar perdendo o pouco tempo que a gente tem.


Eu moro pertinho de Boston, então fui eu, meu namorado e mais 3 amigas de carro e foi um dia incrível, vale super a pena!


Antes de ir conversei com uma amiga que é au pair em Boston e ela me salvou no meu roteiro, passou várias dicas e deu tudo certo, exatamente como o planejado.


Como a gente não queria (e não tinha) muito dinheiro para gastar resolvemos passar o dia e voltar a noite e e apenas um dia conseguimos conhecer os principais lugares que queriamos.


Sem mais delongas hahah, vou passar o roteiro aqui e espero que ajude quem está planejando passear em Boston, por um dia ou mais, só não deixa de visitar esses lugares.

- Quincy Market (tem muitos restaurantes, barraquinhas, algumas exposicoes na rua, bem gostoso o lugar)
- Public Garden/Boston Commom (no caminho até esses parques passamos por algumas paradas da freedom trail)
- Newbury Street/Skywalk observatory (predio do prudential) *dica: para não precisar pagar para entrar na parte que tem a vista 360 graus, tem como ir em um restaunte com a vista da cidade, só precisa consumir alguma coisa e dá para tirar umas fotos bonitas com a vista da cidade)
- Charles River
- atravessamos a Harvard Bridge que chaga na MIT
- da MIT tem como pegar um metro (linha vermelha, eu acho) que para em Harvard
- passar um tempo em Harvard que é gigante e liiinda! tem tipo um centrinho com bares e lojas, super gostoso.

*sugestão: bar do gelo na quincy market e a loja Primark que fica ali perto também e tem muita coisa com valor bom para au poor hahah.


É isso, fomos de carro, mas paramos no estacionamento e fizemos tudo a pé mesmo, é bem melhor, porque vai anadando e nem percebe o quanto andou, e melhor, vai vendo tudo que tem pelo caminho :)


Beijos!!

*desculpem a falta de acentos, mas ainda nao me entendo com esse teclado hahah

11/08/2016

Adaptação: meus três primeiros meses


Hello hello!! Nem acredito que já chegou a minha vez de postar de novo, como o tempo está passando rápido! Da próxima vez vou estar ainda mais feliz porque o verão já vai ter acabado e as kids já vão ter voltado pra escola. Aqui na minha cidade as aulas voltam/ começam dia primeiro de setembro. Um pouco antes do feriado do Labor Day (que eu estou off e vou pra Chicago!! Mês que vem posto sobre como foi minha viagem pra lá).

Bom, mas esse mês tô aqui pra falar sobre outra coisa. Adaptação. Existe uma "regra interna" no mundo das au pairs sobre os três primeiros meses. Tá com vontade de voltar pro Brasil? Espera passar o terceiro mês. Não está gostando da sua rotina? Espera o terceiro mês. Não se sente confortável? Espera o terceiro mês. Para os problemas de todas que acabaram de chegar, só temos uma resposta: espera passar os três primeiros meses que a adaptação vem com eles. Agora em agosto (daqui a 11 dias) completo três meses na terra do Tio Sam então já me sinto no direito de falar sobre essa regra.

Dizem que os três primeiros meses são de adaptação. Se você sobreviveu até aqui, vai aguentar o seu ano (UFA!). Meus três primeiros meses coincidiram juntamente com o summer, então, depois de sobreviver (com três kids), realmente sinto que sou capaz de aguentar tudo hahaha. Mas eu sinto que não necessariamente sua adaptação vai levar três meses. Depois do meu segundo mês, já me sentia em casa e muito confortável com a minha rotina. Já me sinto tão confortável nesse lugar que abro a geladeira e como o que eu quero na frente dos meus hosts, não tenho disso não. 




Mas como eu já falei aqui em um dos meus posts, eu sofri muito no primeiro mês com saudades de casa, a famosa homesick. Nesse quesito, realmente o tempo foi o melhor remédio. Claro que rola algum chorinho as vezes, principalmente quando estou escrevendo alguma mensagem de aniversário ou algo do tipo, mas passar a noite toda chorando com saudades de casa? Depois do primeiro mês não sofri mais disso não. A gente acaba acostumando a ficar longe de casa. E é isso que acontece com toda a nossa rotina, a gente se acostuma. Por isso as au pairs 'criaram' essa regra dos três meses. Porque o tempo é necessário para sua adaptação. O primeiro mês é tudo novidade, com isso o choque é maior e sentimos vontade de voltar para nossa zona de conforto. No segundo mês, já estamos um pouco acostumados com a rotina e já começamos a nos estabilizar. Já no terceiro mês, é vontade de ficar na certa. Já temos nossos amigos, nossas trips marcadas, planos para os feriado e temos nossas DÍVIDAS. HAHAHAHA. Então realmente TEMOS que ficar. E é melhor ficar gostando do que odiando. Pra você que acabou de chegar e está pensando em ir embora: espera. O terceiro mês vai te mostrar muita coisa e te provar que é muito bom estar aqui construindo nossa vida.

É isso galera.
Beijossss. Até a próxima.

Quem quiser me seguir no SNAPCHAT e INSTAGRAM: @apaulascunha.


10/08/2016

Single dad and Small City (prós e contras)

Hello Folks! Tudo bem?



Desde  Setembro de 2015 eu estou morando em Royersford - Pennsylvania (uma Cidade com  pouco mais de 4 mil habitantes que fica a 45 minutos da Filadélfia) e meu host é single dad.

 Royersfors -PA no mapa. Mais conhecida como a cidade onde "Judas perdeu as botas".



E algumas au pairs podem perguntar duas coisas: 
  • Como é morar em uma Cidade pequena em PA? 
  • Como é morar com single dad?


Vamos as respostas! Vou colocar aqui alguns prós e contras com base em minha experiencia pessoal e se você também mora em Cidade pequena em PA (pois cada Estado é diferente um do outro) e com single dad me diga se concorda ou não e vou atualizando aqui com outras percepções e experiencias Ok? No Problem!

MORAR EM CIDADE PEQUENA



Eu já morei em NYC então eu acho que posso dizer que já morei em uma Cidade de grande porte com todos os benefícios e comodidades. Com base nestas duas vivências pessoais vamos aos fatos:

PRÓS 






  • - Podemos vivenciar melhor a cultura americana nas Cidades pequenas visto que a concentração maior de imigrantes esta em grandes centros urbanos.
  • - Se você é do tipo que ama a natureza, rios, animais etc este é seu lugar!
  • - Vizinhança calma e receptiva - Todo mundo se cumprimenta na rua e são bem amigáveis.
  • - A segurança é maior - menor taxa de assaltos e violência.
  • - Custo de vida é mais barato (claro, não tem nada para fazer e nem onde gastar haha)
  • - Consegue vivenciar da gastronomia e costumes locais.






CONTRAS


  • - Precisa de carro pois tudo é muito longe.
  • - Não tem muitas opções de atividades culturais ou locais para ir.
  • - Se você ama a agitação da Cidade, fuja de Cidade pequena! (A maior "agitação" que temos aqui é quando a sorveteria local esta dando sorvete de graça -haha)
  • - Se não tem nada de interessante para fazer no verão, imagine como é no inverno quando neva? Sim, pura depre!
  • - Sem muitas atividades locais para fazer com as kids. - Haja criatividade para entreter as kids.
  • - Os Colleges são bem ruinzinhos e não temos muitas opções de cursos bons.
  • - As vezes o grupo de au pairs na área é reduzido e fica difícil fazer amizades (e quando faz, elas moram longeee).








MORAR COM SINGLE DAD

Vejo algumas au pairs perguntando sobre este assunto e espero ajudar =) Lembrando que e isto é com base em minha experiencia pessoal e eu fui muito abençoada com um host dad muito gente boa. 


PRÓS 




  • - Você pode fazer as coisas do seu jeito sem muitas regras.
  • - Você pode cozinhar a comida que quiser. 
  • - Você terá maior liberdade com relação a maneira que executa seu trabalho (lavar as roupas do jeito que quiser, vestir a criança como quiser etc..)
  • - A maioria das coisas que você faz é vista como excelente (visto que seu host dad não tem muita habilidade para coisas da casa e tudo o que você faz esta perfeito para ele).
  • - Eu já falei que não tem muitas regras? (eu amo isso).




CONTRAS


  • - Você acaba fazendo mais coisas do que deveria pois acaba gerenciando as coisas na casa.
  • - Você cozinha mais.
  • - Você terá muitas responsabilidades (pois o host não tem com quem partilhar) e irá precisar ser proativa e rápida em decisões (se você é lenta ou "filhinha da mamãe" para tudo este job não é para você).
  • - Muita gente vai achar que você tem um relacionamento amoroso com seu host.
  • - Você será requisitada para responder todas as questões relacionadas à vida doméstica e trabalhos de casa do tipo "Quantos minutos eu deixo o nuggets no microondas ?" ou "Como costura botão na camisa ?" 


Para ambos os casos (Cidade pequena e pai solteiro) temos de lembrar que nem tudo é 100 % ruim e nem tudo é 100%  bom, então o ideal seria avaliar com base em sua personalidade e preferências.
Eu particularmente não gosto de morar em cidade pequena pelo fato de não ter muitas atividades culturais e acabo ficando meio "depre". Sobre morar com single dad, foi a melhor escolha que poderia ter feito (e olha que antes eu não queria de jeito nenhum!).

Bom, espero ter ajudado a deixar um pouco mais clara e tranquila a sua escolha e caso tenha alguma pergunta ou duvida deixe seu recado nos comentários =)



Com amor,
XO,


Bruna Gonçalves













09/08/2016

Será que o 'problema' sou eu?

Será que o 'problema' sou eu?
Bom, como já havia falado, fiquei 3 meses online pela GAP e EXPERT e nenhuma família, achei que na verdade o problema era o fluxo, ou culpa dos scams.
Mas hoje, depois de quase 3 meses online pela Cultural Care eu me pergunto: SERÁ QUE O PROBLEMA SOU EU? 
Eu sei que os tempos não estão fáceis, mas tudo parado? ISSO NÃO EXISTE

Foi vendo tudo isso que decidi que ia melhorar, aproveitei as férias estudantis para poder melhorar minhas referencias, (VALE LEMBRAR QUE TENHO 3,5K HORAS COM KIDS, SENDO APENAS 120 COM UNDER 2)

Cheguei a receber um e-mail da CC dando a ideia do aperfeiçoamento das referencias, e achei uma brilhante ideia.  Estou esperando a mãe do menino assinar o formulário para poder upar no site.

Mas vendo tudo isso, no meio de paixões, desejos e vontades de viajar, me pergunto:

"Será que eu quero mesmo?"
"Será que eu quero desistir da faculdade agora que falta um ano e meio?"
"Será que vai valer a pena?"
"E se algo acontecer com minha mãe ou meu pai no meu ano do intercambio?"

Vendo tudo isso, vejo que talvez eu queira o intercambio mais que minha graduação, mais que meus desejos e paixões, só não mais que meus pais...
NUNCA DESISTA DE UM SONHO.
SE VOCÊ NÃO PASSA UM DIA SEM PENSAR NESSA COISA, ESSA COISA É SEU SONHO.

Não lutei tanto tempo pra desistir, mas que tá foda, está.;

Bom garotes. por hoje é só;
Vejo vocês mês que vem.

NEVER GIVE UP <3
Leonardo Stopa

04/08/2016

Vivendo nos USA

Hiiii gente! Hoje vim falar um pouco do que eu acho de como é morar nos USA, algumas vantagens e desvantagens.



Bom, eu adoro morar aqui, gosto bastante. Sou de São Paulo e estou morando em Connecticut. Lá realmente é mais badalado do que aqui, podemos notar isso com os estabelecimentos fechando 1:30 da manhã com os seguranças gritando “Get out!!!”. Siimmmmmm, eles fazem isso. Posso contar isso com uma desvantagem pra mim que tinha uma vida meio agitada no Brasil rs. Mas isso não é nada que me faça desistir de ficar aqui, não vou morrer por isso rs.
Tem a vantagem de sempre ter Sales nas lojas, coisas baratas, interessantes de comprar (tranqueiras hahaha), você consegue sair pra jantar e não gastar muito (água de graça em todos os lugares)... E isso faz com que eu não consiga guardar dinheiro, estou sempre gastando com alguma coisa.  Aqui, mesmo não ganhando muito e não guardando dinheiro, consigo administrar bem e fazer viagens, coisa que nunca consegui fazer no Brasil, mesmo tendo um emprego, não sei porque, pois o máximo que pagava era minha faculdade rs. Vejo que aqui as pessoas tem mais facilidade dessas coisas, é tudo bem mais acessível, e tudo funciona mais fácil, sem muita complicação. 
Mesmo gostando muito de morar aqui, e vendo mais vantagens, não tenho vontade de me mudar tipo algumas meninas que já estão decididas disso logo que chegam aqui. Eu fiz minha faculdade no Brasil, não vejo a hora de atuar na área, tenho minha família e amigos que construí por lá e ainda tenho vontade de voltar a viver minha vida por lá. Eu mudaria pra cá de eu fosse fazer uma faculdade, conseguisse um emprego na minha área, e aí traria minha família pra viver comigo haha, porque por mais que eu não tenha tido homesick, não me vejo vivendo o resto da vida aqui e minha família toda no Brasil.
Por hoje é isso gente! Até mês que vem!!!



03/08/2016

Au Pair: CASV e Consulado






Oi gente,
No outro post eu havia comentado sobre meu match...
Agora posso dizer: I GOT MY VISA!
Eu sei que cada experiência é diferente, e por isso achei super válido contar como foi a minha.
Diferente de tudo que eu já havia lido sobre, a minha entrevista foi mto mto tranquila e a minha vontade foi de abraçar meu cônsul.
 Mas quero voltar um pouco no tempo e dar algumas ajudinhas, eu sou Au Pair pela Experimento (Au Pair In America), então se você for de outra agência, talvez ocorra alguns procedimentos diferentes.
- Chegada do Pack
 Os documentos mais importantes que vem no pack da APIA são: DS 2019, Taxa SEVIS e as instruções para preencher o DS 160.
(Seguindo o passo-a-passo é muito simples preencher o DS160, mas é muito muito chato. 
Dica: O site fica inativo e você perde todas as informações, então faz e vai salvando.)
- Com o DS160 você consegue solicitar o visto, vai ser gerado um boleto e após 12 ou 24 horas o site fica disponível para agendamento (Do CASV e Consulado).
Quando fui agendar minha entrevista, tinha para a semana seguinte... então acabou sendo bem rápido.
Antes da temida entrevista, eu fui na Experimento próxima da minha cidade, a minha agente deu algumas orientações e me disse todos os documentos que seriam necessário imprimir.
NÃO SE ESQUEÇAM DE LEVAR A FOLHA COM A CONFIRMAÇÃO DO AGENDAMENTO. 
(Com as datas e horários)
-Semana da entrevista
 Eu moro longe de SP e acabei alugando um hostel pelo Airbnb, na Avenida Augusta, perto de tudo, eu simplesmente amei e super recomendo, caso alguém queira posso indicar o lugar.
Acabei encontrando outra Au Pair que iria no mesmo dia e horário e acabamos dividindo o quarto. (Ficou aproximadamente R$35 pra cada).
Vivi uma verdadeira aventura em SP, mas isso é assunto pro próximo post e eu quero contar tudiiinho.


-Season finale: A ENTREVISTA
 O primeiro dia é bem de boas, eu levei todos os documentos mas só foi necessário o DS160, a confirmação do agendamento e o passaporte.
Tem várias pessoas pra te ajudar então é só ir seguindo as orientações. 
Nada mais é do que uma fila ENOOOORME, com uma pequena triagem onde a pessoa confere os documentos e logo você é encaminhado para outra fila e então eles fazem a coleta biométrica e tiram a foto.
Segundo dia:
A entrada do consulado é igual do CASV, as pessoas vão te empurrando para as filas ahhaha, e é só seguir o fluxo.
Primeiro tem umas moças sentadas, elas vão conferir os documentos, e depois vc vai para a fila da segurança.
Quando você estiver na fila, um dos "guardas" vai entregar uma bandeia onde você vai colocar todos os pertences como: cinto, lenço, bolsa, chave e etc. A bandeja vai
passar pelo raio-x e você pelo detector de metais.
Depois disso eles vão te encaminhar para o lugar das entrevistas. Me encaminharam primeiro para uma fila (o guichê é igual, então achei que já fosse a entrevista), a moça 
digitou, digitou, digitou, pediu minha digital e me mandou para a outra fila... A fila.
Tinha muita gente, muita gente mesmo e todo mundo com o coração na mão. Acho que nunca orei tanto na vida.
E inevitavelmente a gente acaba observando alguns casos em volta, casos aprovados, negados, pessoas nervosas, grupos, famílias e etc.
Existe uma 'lenda' nos grupos da vida que existe uma cota diária de vistos a serem aprovados, quando eu fui encaminhada para a fila dos guichês tinha duas pessoas
na minha frente, e as duas foram aprovadas. Eu entrei em pânico por causa dessa história de cota.
Chegando minha vez o coração começa a bater a 200 km/h e eu tentei aparentar estar o mais calma possível.
a
Ele começou a entrevista em português, perguntou onde eu iria morar, quantas kids, se eu já era formada e perguntou onde morava minha HF. Eu acredito que essa última 
pode ter sido pegadinha... Mas, mantive a calma.
Fez algumas perguntas em inglês e quando eu não entendi a pergunta, eu apenas disse: SORRY?
E ele voltou a perguntar em português.
Ao invés de dizer que meu visto foi aprovado ele começou a dizer o seguinte: (Naquele sotaque americano querendo falar português)
“O lugar pra onde vc está indo tem leis ao seu favor. Não deixe seu passaporte com ninguém, nem com a host family”.
Me deu uma cartilha falando sobre alguns direitos, números de emergência e disse: “Verifique se tudo isto está sendo cumprido”.
Depois ele falou a frase que derreteu meu coração: “Seu visto foi APROVADO e você vai receber ele em casa”.
GEEEEEEEEEENTE, eu tirei uma TONELADA das minhas costas. Minha vontade foi abraçar e beijar ele.
Eu não contive meu sorriso e sai de lá parecendo o gato do filme da Alice no Pais das Maravilhas.



Foi tão tranquilo e ele foi tão amável, eu nunca imaginei que fosse assim. 
Todo mundo fala como se fosse um bicho de 7 cabeças, mas não é. (Meu caso não foi isolado, pq várias amigas foram assim), então CAAAALMA!!!!!
Nós não estamos fazendo nada de errado... Vá de coração aberto e mente tranquila.
Dica: Não gagueje pra responder as perguntas, não demonstre estar nervosa(o) ou com medo. Caso não saiba algo que ele perguntou, diga que não sabe. Assim sem mimimi >>> I DON'T KNOW.
E sempre diga que vai ficar um ano e dê a entender que vai voltar ao Brasil.
Eu falei que vou começar a facul e vou casar. (O que não é mentira ahaha).
Então quem estiver nesse processo, mantenha a calma que tudo dará certo.
Espero ter ajudado.
BOA SORTE À TODOS (AS).
Kind regards,
Jessy
PS: Chego nos Estados Unidos em 33 dias.. uhuuul!

28/07/2016

Não se culpe pelas expectativas dos outros em você.

Lembro- me de uma época em que eu imaginava incansavelmente meus próximos anos: faculdade, meu carro, meu primeiro apartamento, minhas viagens e os amores que eu teria. Aí vem aquela parte da família que é mais tradicional e diz: Mas e o casamento? Você ainda não terminou a faculdade? sua prima está fazendo medicina e vai se casar com um Cardiologista, O que! você vai largar a faculdade? O que sua mãe diz sobre isso? Enfim são essas dentre tantas outras indagações que ouvimos. .



        Agora você é uma jovem de 20 e poucos anos, e tudo que já viveu, ainda não é o suficiente para satisfazer a jovem sonhadora que existe dentro de você,  aí você resolver querer conhecer o mundo Sim! porquê não?  E uma porta para ,isso é o programa de  Au pair, já que, a grana é curta e você não tem dinheiro pra fazer as viagens que tanto quer, e descobre no programa de Au pair a oportunidade para isso. E você sabe que vai engolir muito sapo, que não vai ser fácil, que vai enfrentar muitos desafios e mesmo assim, quer ir, e mesmo assim tá correndo atrás de juntar a grana, de aprender inglês, e colecionando todo tipo de informação que possa ser útil para o processo. Beleza... Você ta conseguindo!!!  Aí vem a hora de falar pra família sobre seus planos,  e as vezes você está alí toda empolgada e falando sobre o que é, como é, e tudo o que se pode fazer no intercambio, todos os benefícios e tal e seu pai, sua mãe, aquela tia chata, olha pra você e diz: Você vai mesmo fazer isso? Você não é mais um criança, cresça e faça algo de importante; Eu não paguei sua faculdade pra você ser babá etc.. etc.. etc...

Ninguém percebe que o programa é uma porta para você realizar diversos sonhos como: Aprender uma nova língua, Viajar, Conhecer outras culturas, Outro mundo, Sair mesmo de sua Zona de conforto e se descobrir mais ainda como pessoa. 

De repente vem aquela dúvida será que eles não tem razão ? será que estou fazendo certo em ir ? deixar tudo aqui, tudo que já conquistei ? o que faço? 
 nessas horas bate um angustia, aquele medo, e você fica triste .... E do nada você se pega lendo  as historias que deram certo no grupão e volta a ter esperança que pode sim dar certo, que você vai conseguir e simplesmente diz um dane-se para o futuro que os outros escolheram pra você, vai ser seguir seu coração e fazer aquilo que quer e deseja, mesmo que dê tudo errado, mesmo que você se arrependa, mas no final poderá dizer : Eu fiz o que eu queria.



Bom pessoal todos esses sentimentos: medo, alegria, tristeza , esperança se passam em nossa mente quando tomamos qualquer decisão em nossa vida, comigo não foi diferente claro, principalmente quando as pessoas que vivem ao nosso redor querem moldar nossa vida e fazer planos para nós. As vezes é muito difícil dizer a verdade, como: Eu não isso pra mim. Não quero me casar. Não quero ser mãe agora, Esse não é o curso que quero fazer ...etc, principalmente quando essa verdade vai machucar aqueles que amamos, mas penso eu que é melhor a verdade agora  do que uma vida de mentira e tristeza amanha. 

 Espero que tenham gostado do texto e mais uma vez, faça aquilo que seu coração pede não o que os outros idealizam para você.

Beijos e Boa sorte e a todos!

ThaysCavalcante.
snap: ThaysCavalcant6


26/07/2016

Perrengues no processo de Au Pair

Oiii pessoal,

Tudo bem com vocês???

No meu último post eu expliquei como tirava o passaporte e hoje eu vou falar pra vocês na pequena frustração que eu tive nesse meio tempo.

Vamos lá??

Como todos ficaram sabendo, a Policia Federal havia paralisado a confecções dos passaportes por falta de peça, papeis ou sei lá o que.

Sendo assim, muitos passaportes iriam demorar o dobro do tempo para ficarem prontos, como eu fui fazer meu passaporte antes deles anunciarem essa paralisação o meu passaporte foi confeccionado, porém eu recebi um e-mail dizendo que já estava pronto e que eu podia ir retirar OU aguardar um e-mail da Policia Federal confirmando.

Esse e-mail foi mandado uma semana depois da data prevista para retirada!!!

Como nesse próprio e-mail dizia para eu ir até o posto da PF, EU FUI.
E adivinhem, não estava lá!!!!!



A mocinha que me atendeu disse que eu deveria aguardar um outro e-mail da PF que diria a partir de quando eu poderia ir buscar, sai de lá "P" da vida, e até brinquei com a minha mãe dizendo que provavelmente iria receber o e-mail no mesmo dia.

Pra que né?!

Obs: O posto da PF não é na minha cidade, então tive que faltar no trabalho e gastar uma graninha para essa perda de tempo.

Cheguei no trabalho, pois tive que trabalhar no período da tarde e quando abri meu e-mail, estava lá reluzente, só faltava tocar uma musica...

Agora preciso esperar meu querido patrão me liberar novamente para poder busca-lo.

Isso tudo poderia ter sido evitado se as pessoas que nos atendem informasse que quando estivesse lá nós receberíamos um e-mail avisando que poderia buscar.

#FICADICA

-AGUARDE O E-MAIL DA PF

Bom pessoal, espero que minha experiência ajude vocês!!
XoXo

19/07/2016

O sabor da despedida

O sabor da despedida
 Oiii pessoal, espero que esteja tudo bem com vocês! :) Masis um dia 19 e mais uma vez eu venho aqui postar. O tempo está passando MUITOOOO rápido. Não sei ao certo se isso é ou não é bom. Talvez não seja tãaaaao bom assim ao meu ver, porque daqui um mês e meio eu vou dizer "adeus" a minha vida de au pair. E agora já começa a cair a ficha e dar um nó na garganta.
  Pois bem, desde quando eu estava no Brasil eu já sabia que se dependesse de mim, eu ficaria os 2 anos aqui. E assim o fiz. Vivi uma experiência incrível na California e decidi me arriscar de novo e me jogar na costa leste. Mais uma vez me reedescobri. Me joguei no novo, fiz novas amizades, conheci novas pessoas e lugares. Mais uma vez foi difícil ( não tanto quanto da primeira vez), mas não foi fácil. Agora me vejo aqui, pela 3 vez com um nó na garganta, sem saber do futuro, sem saber o que virá depois. Mas posso dizer que agora o amanhã ( ou seria a incerteza do amanhã???) é mais dolorido e pesa mais.
  Eu não estou mais contente com a vida de au pair, não mesmo, mas não posso dizer que sem saber ao certo o que o futuro me reserva nao mexe comigo. Tenho amigas casando aqui, amigas resolvendo a vida e eu não sei se ficarei ou se irei voltar pro Brasil. Mesmo porque, muitas coisas não dependem só de mim e da minha vontade. Mas agora a despedida tem um gosto diferente.
  Quando a gente decide sair de casa e mergulhar no novo, esse "novo" tem um sabor diferente. É a vontade de se jogar, de descobrir novas versões de nós mesmos. É a vontade de aprender um novo idioma ou só fugir da vida que se tinha. Mas agora o idioma não é mais um desafio, mais uma vez me vejo indo embora de uma familia que eu criei laços, de uma casa que eu chamei de minha, de crianças que eu dei todo o meu amor. E dói muito dizer adeus, dói muito não saber mais o que o futuro tem reservado pra mim. Eu nunca aprendi ( e talvez nunca aprenda) a dizer adeus nessa vida. Mas agora eu já sei quem eu sou, e essa despedida tem mexido muito com meus pensamentos e sentimentos.
  Alias, qual o sabor é o da despedida pra você? O meu é um misto de saudades do que se viveu com a incerteza do amanhã. ;) Quem sabe no próximo post eu já não saiba o que espera de mim e venho aqui contar pra vocês? Até o próximo dia 19 :)

18/07/2016

Sobre o processo de extensão!

Sobre o processo de extensão!
O texto de hoje acho que é mais um pedido de ajuda do que uma ajuda em si! Estou no processo de extensão, comecei meu ano de Au pair em agosto do ano passado e posso dizer que essa, a extensão, está sendo uma das experiências mais difíceis.
Eu decidi por estender com a mesma família por mais um ano! Pra quem não sabe para a extensão a gente tem várias opções! Você pode estender por 6, 9 ou 12 meses. E você também pode escolher entre ficar com a mesma família do primeiro ano ou procurar por uma nova família!
A minha decisão de ficar com a mesma família não foi nem um pouco fácil, coloquei no papel todos os prós e contras e me decidi por continuar com eles, mas pra ser sincera ainda não sei se fiz a coisa certa! Não sei se é assim para todas as Au pairs, mas no meu caso está sendo uma fase delicada. Estou cheia de saudade de casa, cansada da rotina daqui e com medo de me arrepender da minha decisão!
Mais um ano longe de casa, mais um ano morando com "pessoas desconhecidas", mais um ano cuidando das mesmas crianças.
Muita gente me falou que é bom trocar de família e ir respirar novos ares, que isso me daria um up pra continuar, mas na hora da decisão o que falou mais alto em mim foi o medo! A minha host family não é a mais perfeita do mundo, tenho vários pequenos problemas por aqui, mas o medo de trocar algo ok por algo ruim era muito grande e tão resolvi ficar! Apesar dos probleminhas tenho varias coisas boas aqui.
Minha dica pra quem vai passar por isso como eu estou passando e PENSE BEM!
Pense muito bem no que você quer, se ficar vai te agregar algo e se vai valer a pena! Não tenha medo como eu tive, se  quiser ir embora, vai embora! Se quiser trocar a família troque.
Obrigada por lerem o meu texto que hoje foi meio que um desabafo e até a próxima!
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