02/09/2016

Au Pair em LUTO




Olá pessoal, hoje estou aqui para relatar uma tragédia e alertar sobre nossas responsabilidades como Au Pair.

Uma colega Au Pair sofreu um acidente de carro em San Francisco na última segunda feira e infelizmente uma das Host Kids veio a falecer.

Foram vistos alguns relatos pela internet no qual dizem que o caso ainda está sendo investigado, mas independente do que tenha causado o acidente, esse momento é muito triste e serve também para reflexão.

A notícia foi divulgada em um blog na internet supostamente de um dos vizinhos da vitima. Referenciando a Aupair como live-in nanny (termo mais conhecido). 

Tragédias como essa já aconteceram e acontecem sim com as Au Pairs, mas nem todas saem na mídia ou são divulgadas.
Esse tipo de situação pode acontecer com qualquer um de nós e além da tristeza, a responsabilidade é muito grande, então todo cuidado é pouco!

Nunca se esqueçam que além das nossas tarefas de lavar roupa, brincar e até mesmo aguentar choro das crianças, nós estamos cuidando do bem mais preciso dessas famílias, como se fossem da nossa, são vidas, crianças e precisamos ter muita atenção, principalmente ao dirigir.

As regras de trânsito aqui são diferentes das nossas no Brasil, e mesmo aqui sendo mais "fácil" com rodovias maiores e mais estruturadas, o perigo é o mesmo.

Vamos estar sempre atentas aos cintos de segurança, não usar o celular, nem que seja só pra checar horário ou qualquer outra coisa, atenção as placas e tentar ao máximo não se distrair.

Meus sinceros sentimentos para a Au Pair, eu imagino o quanto está sendo difícil essa situação, como a cabeça dessa menina deve estar extremamente confusa, muita dor e desespero.

Meus sentimento à família por sua perda que com certeza não deve ser nada fácil perder um filho, um irmão...

A pequena e inocente garotinha que agora esteja num lugar muito melhor.


Para ajudar acesse o link:












25/02/2014

Au Pair em apuros.. como se defender/proteger dos abusos nao esperados!

Oi meninas,

Ate ontem nao sabia direito o que falar no post de hoje.. mais de repente me deparo com um post no famoso grupo Au Pair no facebook que me deu uma inspiracao.



Muitas vezes quando deixamos o conforto da nossa casa pra viver a experiencia do programa de aupair, somo novas, imaturas e nao nos preparamos para o pior.. e pior de tudo, saimos de casa com um conhecimento basico sobre o programa e os deveres e beneficios do programa de aupair.

Todo mundo ta careca de saber os beneficios, salario, fds off uma vez no mes, 1 dia e meio de folga na semana e por ai vai.. e os deveres que eh cumprir as 45h de trabalho, respeitar as normas da casa e do programa! Ta ate ai tudo bem, voce ainda tem uma base pra se defender caso a familia saia das regras, e um suporte para saber o que voce deve fazer e o que eles esperam de voce la.

Mais e se algo der muito errado e sair do controle? E se a familia esta literalmente abusando de voce? E se a agencia esta sendo inadimplente? O que fazer?

Sentar e chorar nao vai resolver o problema.. Ir pro face e pedir ajuda nos famosos grupos pode te trazer uma luz, mais muitas vezes vao te trazer mais duvidas e raiva pois tem muita gente ( e digo muita mesmo ) que quando ve um post de alguem passando dificuldade, ao inves de ajudar poe lenha na fogueira e o dedo na ferida da pessoa, te fazendo sofrer mais ainda!

Ta mais e ai? Sou uma estrangeira nesse pais, nao sei o que fazer pra me defender, se eh que eu posso me defender contra os americanos, afinal quem sou eu.. so mais uma aupair...

Ai eh que voce se engana, vc nao eh "so mais uma au pair".. Alem de existir as leis/regras do programa que voce ja conhece, ainda existe o Department of State, que e o orgao que rege o programa de aupair em solo americano. Ele que tem as leis e as regrinhas basicas que voce segue, ou seja a famila eh inadimplente, a agencia eh inadimplente.. Nada que uma denuncia no Department of State resolva! Eles sao apenas uma das suas armas para se defender das armadilhas que muitas vezes o programa te apresenta.
No proprio site do Department of State, na parte do J1-VISA, sem o FAQ e la tem a seguinte questao:

Are there regulations, which govern the Exchange Visitor Program (J-1 Visa program)?
Yes, the regulations are set forth at Code of Federal Regulations, Title 22:  Foreign Relations, Part 62.

Nesse link voce pode ver toda a descricao do codigo federal de regularizacao.
Fato eh que, se voce nao tem saida procure o departamento mais perto, liga e denuncia!
Outro ponto importante eh:
Independente de voce ser estrangeira, voce esta em solo americano!! As leis americanas se aplicam a voce, sejam contra ou a favor! Da mesma forma que se voce cometer um crime aqui, voce vai ser preso, julgado e o carai a quatro.. se alguem cometer um crime contra voce o mesmo vai acontecer!
Ou seja, se a familia te ameacou, abusou, ofendeu, agrediu (verbal e nao verbal), ou infringiu qualquer lei americana, voce pode e DEVE, procurar os orgaos competentes e registrar uma ocorrencia do abuso. E se quiser pode processa-los tambem.
Eu nao sou advogada e tenho pouco conhecimento, mais a maioria de nos passamos por situacoes de abuso, invasao de privacidade e muitas vezes agressao verbal vindo das familias e nunca fizemos nada!
Vamos nos informar meninas!
Tudo que acontece contra nos estrangeiras so acontece pq nao temos informacao o suficiente e muitas vezes temos medo de nao ser ninguem nesse pais!
Nos somos sim alguem, e temos as leis americanas para nos defender e podemos usa-las caso preciso!

Fiquem em alerta!

10/03/2013

Cuidar de um bebê



Estava aqui pensando num assunto que fosse legal para escrever sobre, quando a Cláu me sugeriu falar sobre ser au pair de um baby, e eu gostei da idéia.
Como tudo, cuidar de um baby tem seus prós e seus contras. Para mim, mais prós do que contras.
Cuidar de um baby é garantia de que durante seu ano de au pair você terá sempre uma criaturinha que olhará para você como um ponto de referência, com um amor inocente de uma criaturinha pura. Um companheirinho ou companheirinha, que irá crescer e amar você incondicionalmente e confiar em você de uma maneira que talvez jamais ninguém confiou.

Isso, me desculpem as au pairs de crianças mais velhas, só tem quem é au pair de bebê.

Sim, um bebê não fala. No início. Você “não tem com quem praticar o inglês”. Porém, se você ficar os dois anos, vai ter a satisfação de vê-lo falar até pelos cotovelos. E foi você, em grande parte, responsável por isso.

Um parêntese aqui.
[Desculpe aí querida au pair, mas se você vem com o objetivo máster de “aprender inglês a qualquer custo” não vai ser por causa do bebê que não fala que você vai se frustrar... vai ser porque você vai estar limitando seu sonho ao simples “ficar fluente” ao invés de explorar as infinitas possibilidades que os EUA oferecem em diversão, aprendizado, enriquecimento cultural, etc. Inglês a gente aprende. De um ou de outro jeito, tendo que se virar no dia a dia. Você aprende. Aliás, quem quer mesmo aprender, mesmo cuidando de um baby, canta, fala sozinha, treina a pronúncia lendo um livro em voz alta. Ou seja: não é a falta de falar com crianças mais velhas que vai te limitar de aprender o idioma SE ESSE FOR TEU OBJETIVO PRINCIPAL (e SE você for meio que paranoica com voltar com um inglês tinindo).
Ah, aproveito para te falar: para ser fluente numa língua são necessários 5 anos de imersão. Não um. Não dois. Cinco. ]

Cuidar de um bebê significa você sentar no chão, dar uma colher ou outro objeto qualquer na mão do pequeno (nada de objeto pequeno que caiba na boca, pelamor de Deus!) e ficar observando ele se maravilhar por esse objeto novo.
(Crianças mais velhas não se maravilham nem com o último modelo de iphone).

Cuidar de um bebê significa descobrir uma coisa absurda qualquer que faz ele rir às gargalhadas, e repetir infinitamente só para ouvir essa risada gostosa e rir junto.
Cuidar de um bebê significa aprender musiquinhas de ninar, ou musiquinhas para brincar, ler (e aprender de cor) livrinhos bobos que vão te ajudar a conhecer palavras novas em inglês. Meus favoritos eram the wheels on the bus e five little monkeys, que o pequeno B. gostava que fizesse ele pular nos meus joelhos quando os macaquinhos pulavam na cama.
Cuidar de um bebê significa sair de stroller pela cidade. No início você se sente meio envergonhada porque na sua cabeça brasileira “as pessoas na rua podem pensar que é meu filho”, mas logo se acostuma a que está nos EUA e ninguém dá a mínima e até está manobrando o carrinho na porta do Starbucks para grab a cup of coffee on my way to the park. É ir conversando e cantando com um toddler (nome que se dá aos bebês grandes e crianças pequenas, ou seja de 1 a 3 anos) cansado e mostrando tudo que vê pelo caminho para que ele não durma e estrague o horário do almoço, sem importar quem está vendo você cantar em voz alta para um bebê sonolento.
Talvez também signifique levar o pequeno à aulinha de música e ter que pagar lindos micos na frente dos pais para encorajar o pequeno a mostrar o que aprendeu de bom na aula (bater palmas ou dançar, etc).

Cuidar de um bebê significa uma, duas ou três (ou até mais, no início) naps por dia. Ou seja, momentos em que você vai poder sentar um pouquinho para descansar.
No meu caso, minha host deixava separadas leituras selecionadas de livros sobre childcare que ela ia lendo e que gostaria que eu lesse também para me aprimorar. Como eu amo ler, amo babies e cuidados com babies e acho que conhecimento não ocupa espaço, lia com gosto. Era bom “trabalhar” sentada lendo um livro, nem que fosse por alguns minutos. Porque sim, o nap pode durar 2 horas, mas também pode durar apenas 15 minutos. Essa é a parte brava.
Teve uma época em que “meu” baby dormia 25 minutos. Cravados 25 minutos. E acordava. E eu mal tinha sentado, ou estava no meio de uma sessão de lavação de mamadeiras do dia anterior, ou tinha acabado de descer as escadas para pôr o laundry.
Mas depois passou e ele passou a ter padrões de sono. Uma nap grande de manhã e uma de tarde. Então eu podia me programar para fazer o laundry ou cozinhar a papinha dele enquanto isso. Na minha host-casa era assim: tudo era orgânico, então as frutas e verduras tinham que ser lavadas, picadas e cozinhadas por mim, durante o nap (isso quando o bebê passou a fazer naps mais longas).

Cuidar de um bebê tem fases, porque ele vai mudando muito a medida que vai crescendo, e isso no início acontece a cada semana, depois a cada quinzena, depois a cada mês... aos poucos as mudanças vão ficando mais espaçadas. Seu trabalho nunca é repetitivo: tem a fase de olhar o tempo todo para ele não levar nada à boca, tem a fase de começar a dar papinha e ver as caretas ao provar algo desconhecido. Tem que carregar para tudo que é lado, nunca deixar sozinho num cômodo, tomar cuidados redobrados principalmente em casas que tem escadas (basicamente, todas as casas americanas). Tem a fase de encorajá-lo a engatinhar, a andar, e olha, cada proeza que ele faz pela primeira vez é uma mistura de alegria e orgulhinho inexplicável! E é claro, não pode ter nojo de trocar fraldas!
Na boa, quando eu cheguei lá tinha trocado umas... 3 fraldas. Na minha vida inteira! Tentei disfarçar a falta de traquejo e logo, observando e tentando me superar, virei expert. Trocava olhando para ele e fazendo caretas. Trocava enquanto tentava impedir que ele tocasse na fralda suja. Trocava em menos de 1 minuto, isso contando o abrir e fechar de roupinhas. 2 minutos se era um cocô bravo. Rsrs.

Eu morria de medo de que ele fosse engatinhar/andar/falar pela primeira vez comigo e não com os pais... quer dizer, não medo, mas se por um lado queria estar presente quando acontecessem esses momentos importantes, desses que rolam na cabeça da gente ao som da música-tema de ‘2001-uma odisseia no espaço’, achava triste ter que chegar para os pais quando eles me perguntavam como foi o dia e dizer: “foi ótimo! Você nem imagina! O B. finalmente andou hoje!”
Mas confesso que alguma vez (não me lembro qual foi o milestone que ele alcançou) aconteceu enquanto estava comigo e fiquei na minha, não falei nada e esperei que ele fizesse com eles e que eles viessem me contar orgulhosos. Shhh segredinho de au pair.

Para ser au pair de um bebê (na verdade para ser au pair de qualquer criança, mas é especialmente importante quando se trata de um bebê) a comunicação e o bom relacionamento com os pais é fundamental. O pequeno não vai conseguir dizer se já comeu e quanto comeu, se fez cocô naquele dia, se aconteceu uma coisa qualquer. E os pais precisam saber da maior quantidade de detalhes possíveis. Se acontecer algo, digamos o bebê passar mal durante a noite, ou tiver febre, os pais não vão conseguir perguntar para ele o que comeu durante o dia, se dormiu, bebeu água, fez cocô, pegou muito sol, ou se se comportou de maneira estranha em algum sentido. E mais: bebês que começam a se movimentar estão sujeitos a tombos, hematomas e outros machucadinhos diversos, que vão aparecer no corpinho dele. Explique SEMPRE para os pais no fim do dia o que aconteceu, se ele caiu, onde se bateu, enfim. Não espere eles virem questionar nem um “roxo” que apareceu no joelhinho! JAMAIS esconda nenhum tipo de informação dos pais, e não preciso nem dizer né, JAMAIS use de força com um indefeso, seja tapa, beliscão, puxão no braço, NADA! Entendeu? Parece óbvio, mas conheço au pairs que perdiam a paciência e acabavam puxando a criança pelo braço, dando uma palmadinha, etc. Que o bebê não possa contar aos pais não quer dizer que você pode fazer isso só porque não será descoberta (se não tiver câmeras). Isso é uma covardia! NÃO FAÇA NUNCA!
Falando em câmeras. Numa casa em que você, praticamente uma desconhecida, irá ficar o dia inteiro com um baby, acostume-se com a ideia: é bem possível que haja câmeras.
Se seus hosts forem bem abertos irão contar. Mas... não ache que é obrigação deles e muito menos que não é o direito deles instalar câmeras e não te contar! Pense bem: até que ponto você confiaria numa semi-estranha, que agora mora na sua casa, o cuidado com seu pequeno indefeso? E por que eles deveriam, necessariamente, contar que há câmeras? A casa é deles, o filho é deles, e você não deveria estar fazendo nada que pudesse te deixar em “maus lençóis”.
Dica: trabalhe SEMPRE como se realmente tivesse um jogo de câmeras te vigiando em cada cômodo.
A minha host chegou a perguntar, algum tempinho depois que cheguei, como me sentiria se tivesse câmeras na casa. Eu fui bem sincera: era um direito deles, o qual eu compreendia muito bem e inclusive seria uma segurança para mim mesma saber que estavam cientes de tudo que estava acontecendo e caso acontecesse uma coisa qualquer eles saberiam de imediato.
Mas não tinha câmeras. Acho. :)
Ah, e como você vai passar o dia todo cuidando dele, é bem provável que todos ou quase todos seus finais de semana sejam livres. Ou pagos à parte. Just saying.

Enfim, cuidar de um bebê tem muitos aspectos positivos. Para mim o principal mesmo é o companheirismo lindo que você e ele/ela vão desenvolver à medida que o ano passa. 
Tenho uma foto (não posso publicar aqui, pois não acho certo colocar fotos da criança na internet) que para mim é a mais linda de todas, apesar de estar completamente fora de esquadro: quando o B. tinha uns 6 meses, o levei ao parque, estendi uma blanket e tentei colocar a câmera para tirar uma foto de nós dois. No instante da foto, eu olhando para a câmera sorrindo, ele esticou o bracinho e colocou a mãozinha na minha bochecha num gesto imensa doçura. O olhar azul daqueles olhinhos inocentes que a câmera registrou até hoje me enche os olhos de lágrimas só de lembrar.

A parte triste é que o bebê vai crescer e não vai se lembrar. A parte feliz é que você nunca vai se esquecer. Mas isso tudo faz parte da experiência.

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P.S.: Este post tem vários termos e frases em inglês, que foram incluídos propositadamente. Imaginei que quem lesse iria gostar de ir acostumando a leitura com alguns termos e frases de uso cotidiano, e tem coisas que eu simplesmente –perdoem meu surto saudosista- não consigo traduzir sem fazer perder o sentido. 
P.S.2: Desculpem a extensão, eu me empolgo mesmo. :)
Foto: Eu mesma que tirei, num fim de semana em que viajei junto com eles para as montanhas.

25/02/2013

Será que eu tenho nervos de aço?


Hi Girls,
Esse post nao eh muito animador para as aspirantes a au pair.

Gente! eu posso dizer a voces EU PAREI MINHA VIDA POR UM ANO. Desde que conheci o programa au pair deixei de fazer muita coisa, algumas boas oportunidades e etc. [foi uma escolha minha eu sei!]
Estou eu aqui desempregada, deixei meu trabalho sexta-feita 22 de fev. e meus estudos estao parados para viver essa vida.

Dia 18 de fev. tive meu quase match, mas outra girl foi escolhida por que tinha mais "childcare experience".
Eh como meu pai diz: Eh muita "frescura e humilhacao" pra chegar lah pra limpar coco de criança e aguentar mal-criaçao.
Ai gente vcs me dizem: Ah Eveline tu soh fala isso porque ta com raiva do quase match, e eh tambem ate hoje sou consciente do que vou fazer lah mas quando voce esta prestes a fechar o match voce fica nas nuvens e soh pensa em ir logo. Quando a gente cai dessa nuvem a gente começa a se questionar "Meu Deus! o que eu quero realmente?" deixar meu bom emprego? uma faculdade? amigos? familia? ...mesmo sabendo que essa experiencia eh unica e diferente de outras que jah tive.
Bom, eu continuo no processo com 3 meses on line, ja se passaram 14 familias soh 3 entraram em contato comigo (nao vou reclamar que falta familia pq estarei mentindo), agora mais que antes estou sendo mais exigente pois jah comecei a colocar tudo na balança. Gente, me desculpa os acentos no texto pq meu pc ta configurado em ingles, posso ser au pair tudoooo mais continuo sendo uma au pair inteligente rsrsrsrsrs.
Olha que lindo o cartao que ganhei na minha despedida do trabalho!
I HOPE SO!


Bjo e #TAMOSJUNTAS!

14/11/2012

Será que eu gosto mesmo de criança?

Hellooo girls!

Essa é minha primeira postagem aqui no blog! Deixa eu me apresentar rapidinho:

Eu sou a Pamella, tenho 22 anos, sou formada em Letras e trabalho como professora faz 4 anos. Decidi ser aupair pra melhorar meu inglês e pra que "a água bata na bunda e eu aprenda a nadar" hahaha....
Ainda estou no Brasil, mas ano que vem estarei morando em Ventura, na Califórnia, com meus host parents e meu baby boy de 1 ano. Ah, eu sou da CC! Você pode ler mais sobre mim no meu blog.

Então, nesse primeiro post eu resolvi falar de um assunto meio polêmico que vem rondando minha mente: 

Será que eu gosto mesmo de criança?

Olha que coisa linda meu aluno!

a) Claro! Eles são muito fofinhos, amo quando encontro meus priminhos uma vez por mês.
b) Sim. Me deixam louca mas acho divertido cuidar e brincar com eles.
c) Aturo. Dou banho, comida, mantenho vivo e beleza.
d) Ecaaaaaaaaaaaa uma fralda com cocô, quero morrer.


E aí, qual opção você escolheu? É claro que existem milhares de outras opções, mas sou sincera: tem meninas que se encaixam perfeitamente nessas opções aí. E por isso, futura, quase futura ou até mesmo atual aupair: pense muito bem nisso!

É ótimo pensar que este é um intercâmbio onde vou viajar, conhecer gente, estudar, fazer compras. Mas eu TENHO que saber que a maioria do meu tempo será dedicada aos anjinhos/pestinhas (espero que você tenha sorte...). Vou então fazer um breve depoimento de como eu sei que gosto e aturo crianças:

Eu já trabalhei em berçário, maternal, jardim, pré-escolar, ensino fundamental e médio. (sim amiga, é possível ter mais de 10.000 horas aos 22 anos, não que eu esteja contente por isso!)

Nesse tempo eu aprendi a ser paciente, aprendi a trocar fralda, aprendi a escutar uma conversa sem pé nem cabeça e ainda assim me mostrar interessada, aprendi crafts, e uma lista infinita de coisas que me vão ser úteis (espero né).

Eu troquei fralda com diarréia (sim, é pra chocar), eu limpei a comidinha linda que eu tinha feito e a criança jogou longe, eu respirei fundo e sorri quando a criança destruiu minha câmera sem querer, eu fiquei mais de 1 hora escutando choro, eu fiquei louca da vida vendo duas crianças brigarem, me xingando, fazendo tudo errado... e eu NÃO PERDI O CONTROLE.  

Fofo né? Mas foi após a troca de fralda e o menino do canto tava comendo o lencinho!
Mesmo depois de tudo isso eu choro quando vejo meus pequenos se apresentando no colégio, eu acho o máximo eles quererem me contar as coisas da vida deles (teacher, hoje o meu cachorro fez xixi no meu tênis/ profe, hoje eu comi alface e tava muito ruim/ tia, você já viu um filme que o extraterrestre come um cavalo e daí ele sai correndo, eu vi!). Eu amo saber o quanto sou importante pra eles, mesmo sabendo que daqui uns anos eles nem lembrarão meu nome... E por esses pequenos momentinhos eu consigo compensar os outros, que me tiram do sério, mantendo a calma e impondo respeito e não deixo isso me afetar.

Se vai ser assim nos EUA? Eu não sei, estarei em outro país, outra família, outro costume...

Se você precisa de 10.000 horas de experiência? Não, mas procure passar 1 dia inteiro com uma criança, você não sabe o que terá pela frente... pense se você vai realmente "aturar" e se vai tirar algo bom disso... Embora viajar e falar inglês e fazer cursos possa parecer uma grande realização (e é!!!!) nesse ano você também vai aprender que ensinar uma palavrinha ou ganhar um abraço e uma cartinha toda mal desenhada também são muito gratificantes! Hoje um dos meus gêmeos (que são tipo assim #Du-Mal) chegou com 3 figurinhas do Backyardigans e disse: "Olha o que eu ganhei teacher! Você quer uma?" Quase chorei né! O coitado tinha só 3 e queria me dar uma! (Tá você não precisa ser chorona como eu pra ser aupair, mas tem que rolar um sentimento!)
Fazendo careta com meus gêmeos pestinhas e o colega deles
É isso, eu espero de coração que esse post ajude você a refletir um pouquinho sobre como será seu ano e como você lidará com isso... Enquanto isso eu também vou descobrindo um monte de coisas novas, e venho aqui dia 28/11 contar mais um pouquinho dos meus pensamentos/ideias/sentimentos/medos.

Desculpa o comprimento do post! Sabe como é estreante né...

See you

Pam


27/12/2011

Childcare Experience


Hello Folks!!!!

Como todos nós sabemos, para ser Au Pair, precisamos comprovar um número de horas mínimo de atividades que desenvolvemos com crianças... rs


Para algumas pessoas isso é a parte mais fácil do processo, para outras não!
Bom, para quem não sabe, quando as famílias estão à procura de uma Au Pair elas fazem uma busca nos sites das agências e a família pode "filtrar" informações para que ela encontre com facilidade a pessoa ideal de acordo com as necessidades da host family, como por exemplo, CHILDCARE EXPERIENCE. Nesse item a host pode tanto determinar a idade das crianças que você tem experiência como pode classificar as pessoas que têm mais experiência para as que têm menos. Moral da história....quanto mais melhor!!!!

Seguindo essa linha de raciocínio eu pensei...”Se quero encontrar uma host family rápido, preciso melhorar meu application para que eles se matem por mim!!!!” hahaha..to brincando...não foi assim...na verdade eu pensei...”Se nós sempre buscamos uma família que agrade nossas expectativas, também tenho que me esforçar para agradar a deles, pq não?!?!” e gente...não adianta...por mais que saibamos que o programa de Au Pair é intercâmbio cultural e blábláblá...para a família a prioridade são as crianças....é lógico que as hosts querem que vocês estude, viaje e curta o intercâmbio e tudo mais, porém eles estão buscando uma Au Pair, não um simples intercâmbista, portanto, mãos à obra!!!


Eu tenho uma boa experiência com campings e acampamentos...mais de 5000 horas....porém queria dar uma diferenciada, afinal era apenas uma referência. Foi então que tive uma brilhante idéia, ser voluntária! Não preciso nem falar que americano ama a palavra voluntário! Nós sempre vemos nos filmes eles falando de “fui voluntário no verão....”, “sou voluntário num Hospital infantil....” e por ai vai....
E foi exatamente isso o que eu fiz e recomendo!!!!!!!!!!!



Gente, além de ser ótimo para o nosso crescimento como pessoa, improve our application!!!!!!!!!!!!!!
Eu fui voluntária numa creche municipal, eu fiz tudo certinho, mandei um oficio pedindo autorização e depois de concedido comecei a ir lá todos os dias, já que sai do meu emprego para ser Au Pair, além de aprender muito, pois era uma coisa totalmente diferente dos acampamentos que eu trabalhava, era muito satisfatório poder colaborar com as professoras e participar do desenvolvimento das crianças.

Eu sei que muitas pessoas têm a vida muito corrida, trabalha, estuda ou trabalha e estuda, mas gente, vale a pena fazer uma forcinha e de repente ir em uma ONG,  num orfanato, hospital, igreja ou então se você sabe de alguma organização que desenvolve alguma atividade com crianças, sei lá, não precisa ser todos os dias como eu fiz, mas pode ser aos finais de semana, ou 1 ou 2 vezes na semana à noite...quando você puder!
  
Eu vejo muitas meninas falando...”estou online faz 5 meses e nenhuma família me contatou...” e  afins.... E às vezes me pergunto se a falta de experiência não seria um dos problemas, pois o mínimo de horas que o programa pede é muito pouco, não aconselho você ter o mínimo, procure sempre ter mais e mais...eu e minhas 6 mil horas tivemos muitas famílias nos procurando, rs... em 2 semanas online 5 famílias me procuraram, por isso, quando vejo casos de pessoas que ficam muito tempo sem entrar em contato com nenhuma família, além de ficar triste pela pessoa, imagino o que estaria de errado com o application dela, já que famílias à procura de Au pair tem...e tem muita!

Pode ter certeza que no final o esforço vale muito a pena, tanto para o processo de Au Pair quanto para nosso crescimento pessoal!!!

Pra finalizar deixo aqui meu feliz Natal atrasadinho e já adianto um Feliz Ano Novo para todos!!!!


 Bjs


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